Obras no Madeira devem começar até outubro

Este é o prazo máximo, já que o período das chuvas e a conseqüente cheia do rio inviabilizam a construção

Wellington Bahnemann, Leonardo Goy e Gerusa Marques, da Agência Estado,

10 de dezembro de 2007 | 17h20

As obras da hidrelétrica de Santo Antonio, do rio Madeira, devem ser iniciadas até outubro de 2008. A informação foi dada nesta segunda-feira, 10, pelo diretor da Odebrecht Investimentos em Infra-estrutura, Irineu Meireles. Segundo ele, este é o prazo máximo, já que o início do período das chuvas e a conseqüente cheia do rio inviabilizam o começo da construção."Por conta disso, a licença de instalação tem que sair em tempo hábil", disse o executivo após o resultado da licitação. O consórcio Madeira Energia, integrado por Odebrecht, Furnas, Cemig, Banif, Santander e Andrade Gutierrez, venceu a disputa pela hidrelétrica.No entendimento do executivo, a questão ambiental não deve ser uma barreira para o cumprimento do cronograma do projeto. "A licença prévia não trouxe nenhuma novidade insuperável. As 33 condicionantes são superadas com planejamento", disse Meireles, acrescentando que nunca um projeto hidrelétrico no Brasil desenvolveu estudos ambientais tão profundos. "Foram investidos R$ 150 milhões nos estudos do rio Madeira", disse.Para Meireles, as ações judiciais contra o licenciamento das hidrelétricas não deveriam prosseguir, tendo em vista a preocupação socioambiental que houve na elaboração dos projetos. "Pensando em crescimento econômico com respeito socioambiental, não deve se tomar uma decisão contra o projeto de Santo Antônio. ONGs e entidades sérias que conhecem o projeto não devem tomar ações para brecar o empreendimento", comentou Meireles.Participantes O consórcio informou ainda que negocia com a Vale a venda de parte da energia a ser gerada no projeto, acrescentando que isso pode levar a uma participação da mineradora no grupo. Mas a Vale afirmou em nota após o leilão que havia "praticamente" fechado acordo com o consórcio concorrente liderado pela Camargo Corrêa e a CPFL, no último final de semana, e que se efetivaria no caso de vitória. "A Vale parabeniza e deseja sucesso ao grupo vencedor e informa que está à disposição para negociar com os mesmos, caso haja interesse em nossa empresa", afirmou a companhia em um comunicado. A mineradora informou ainda que continuará a estudar todas as oportunidades de geração de energia no país para aumentar a sua capacidade de geração. Pelas regras do leilão, após a definição do vencedor pode ocorrer uma reorganização da composição do consórcio, com inclusão de novos parceiros, com exceção das empresas que participaram dos consórcios derrotados. Meireles informou que a negociação com a Vale envolve a venda de parte da energia que poderá ser negociada em mercado livre (30%). O restante terá de ser vendido a distribuidoras pelo valor definido no leilão, de R$ 78,87 reais por megawatt hora. O grupo vencedor admite também que poderia haver ingresso no consórcio do BNDES, fundos de pensão e outras empresas.   

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