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Obras no Madeira devem começar no 2º semestre de 2008

Leilão da usina de Santo Antônio, primeira do complexo do Madeira, está marcado para o dia 10 de dezembro

Leonardo Goy, da Agência Estado,

30 de outubro de 2007 | 11h14

O ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, disse nesta terça-feira, 30, que as obras da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, do complexo do Rio Madeira, deverão começar no segundo semestre de 2008. O leilão da usina de Santo Antônio está marcado para o dia 10 de dezembro. Hubner, que participou do seminário Energia e Crescimento, disse que praticamente todas as empresas que estão interessadas no projeto já começaram a preparar os programas ambientais da usina para, caso vençam o leilão, agilizar o processo de obtenção da licença ambiental de instalação. Odebrecht O ministro interino disse que ficou satisfeito com o resultado do acordo selado entre a Odebrecht e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pelo qual a construtora abriu mão dos contratos de exclusividade que tinha acertado com fornecedores de equipamentos. "Esse era o último problema que poderia afetar a licitação", disse.  Ele minimizou a nova polêmica levantada por algumas empresas concorrentes da Odebrecht de que também estariam tendo dificuldades para negociar com bancos repassadores de financiamento do BNDES porque parte deles já teria fechado contrato com a Odebrecht. Segundo o ministro, esta reclamação já havia sido analisada dentro do governo e a conclusão era de que no setor bancário há muitos agentes disponíveis para negociar com os concorrentes da Odebrecht. Preço  Hubner disse ainda que o preço teto da tarifa de energia da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, deve ficar abaixo de R$ 125 o megawatts por hora (MWh). O valor constará da versão definitiva do edital do leilão da usina, que deverá ser aprovado no início da tarde desta terça pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Inicialmente, o governo trabalhava com uma tarifa máxima de aproximadamente R$ 130 o MWh para Santo Antônio. O valor, segundo Hubner, foi reduzido porque foram acatadas algumas das sugestões do Tribunal de Contas da União (TCU) e também porque foi revisado, para cima, o montante de energia assegurada que a hidrelétrica irá produzir.  Bolívia O ministro confirmou também a informação dada pelo gerente executivo para o Cone Sul da Petrobras, Décio Odone, de que a estatal pode voltar a investir na Bolívia se houver garantia do governo boliviano sobre as condições de retorno financeiro.  "A Petrobras já manifestou aos bolivianos o desejo de continuar investindo no país, desde que sejam garantidas, no futuro, as condições", afirmou.  Hubner disse que, apesar dos problemas que a Petrobras enfrentou na Bolívia, as operações da estatal brasileira que foram mantidas em território boliviano, dão retorno financeiro. "Não tanto quanto antes, mas há um retorno."  O ministro comentou que, na semana passada, se reuniu com integrantes de uma delegação boliviana que veio ao Brasil pedir novos investimentos.

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