Obrigações não são da empresa, diz porta-voz

A Shougang, que mantém seus gerentes chineses longe da imprensa, costuma responder às acusações com o silêncio. Uma tentativa de aproximação com executivos chineses foi recebida com a ameaça de expulsão por um guarda.

Simon Romero THE NEW YORK TIMES / SAN JUAN DE MARCONA / PER, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2010 | 00h00

Raúl Vera la Torre, executivo peruano da Shougang, que cuida das relações com o governo e os jornalistas, admitiu, numa entrevista em Lima, que a companhia recebeu reclamações de escassez de habitações, falta de água e expulsão dos moradores da favela. Ele argumentou que a Shougang fez programas de melhoria da qualidade de vida da cidade, como o fornecimento de água potável. Porém, afirmou, "uma empresa não pode assumir obrigações específicas do governo".

O executivo disse que prefere se preocupar com o potencial de Marcona. Destacando a visão a longo prazo da China, afirmou que a Shougang pretende investir US$ 1 bilhão para elevar a produção até 2012 de 8 milhões de toneladas de minério de ferro para 18 milhões de toneladas.

Segundo ele, a geografia privilegiou Marcona, localizada na extremidade de uma rodovia ainda em projeto que a ligará ao Brasil. Outros países também estão de olho na localização de Marcona, inclusive uma indústria de fertilizantes dos EUA que pretende construir no local uma fábrica de US$ 1 bilhão.

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