OCDE alerta para alta do núcleo da inflação

Em 34 países, a taxa anual de inflação recuou de 3,3% em setembro para 3,2% em outubro, enquanto o núcleo passou de 1,9%¨para 2%

Danielle Chaves, da Agência Estado,

29 de novembro de 2011 | 10h37

LONDRES - A taxa anual de inflação nas economias desenvolvidas se desacelerou em outubro, mas o núcleo da inflação - que exclui itens voláteis como alimentos e energia - deu continuidade ao aumento firme que começou no fim do ano passado.

Dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostraram que os preços ao consumidor dos 34 países membros da instituição subiram 3,2% nos 12 meses até outubro, abaixo da alta de 3,3% registrada no ano até setembro. Na mesma base de comparação, porém, o núcleo da inflação teve ganho de 2% em outubro, acima da alta de 1,9% de setembro.

A queda na taxa principal foi em boa parte consequência dos preços da energia, que aumentaram 12,4% no mesmo período, após a alta de 14,2% no período anterior. Os preços dos alimentos aumentaram 4,1% no ano em outubro, menos do que o avanço de 4,2% nos 12 meses até setembro.

Segundo a OCDE, a taxa anual de inflação se desacelerou em algumas economias em desenvolvimento, incluindo Brasil, China e Indonésia, mas ficou estável na Rússia e aumentou na África do Sul.

Bélgica

A taxa de inflação na Bélgica subiu para o nível mais alto em quase três anos em novembro, segundo dados do Ministério da Economia. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) aumentou 3,85% neste mês, na comparação com novembro do ano passado.

O resultado é o maior avanço anual desde outubro de 2008 e ocorreu apesar de o crescimento da economia belga ter ficado estável no terceiro trimestre deste ano. Em outubro o CPI havia subido 3,57%. Na comparação com outubro, o CPI subiu 0,4% em novembro. As informações são da Dow Jones.

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