OCDE alerta para necessidade de controle de gastos no Brasil

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirma que, embora o Brasil tenha registrado avanços econômicos importante nos últimos anos, três principais desafios precisam ser conquistados: "melhorar a qualidade da consolidação fiscal, fortalecer o ambiente para investimentos e melhorar a eficiência dos custos nos programas sociais".Segundo o estudo, o ajuste fiscal dos últimos anos, embora mereça elogios, foi obtido primariamente através do aumento de arrecadação, acompanhado de um crescente gasto corrente primário. Segundo a OCDE, apesar dos recentes progressos, deveria ser dada mais ênfase na "racionalização dos maiores itens dos gastos correntes para melhorar a qualidade da consolidação fiscal". A OCDE sugere que a necessidade de consolidação fiscal deve ser acompanhada por um alívio na pesada carga tributária nos próximos anos, "canalizando melhor os recursos para atender às prioridades sociais e econômicas do país".O nível da arrecadação do Brasil, próximo a 35% do PIB, já é elevado numa comparação internacional e diante da média da OCDE. "É negativo não apenas para o crescimento mas também para o mercado de trabalho, encorajando informalidade", disse.Política MonetáriaA OCDE afirma que a política monetária precisa continuar respondendo com rapidez às pressões inflacionárias. Segundo a Organização, o Banco Central tem obtido sucesso em comunicar aos mercados sua resposta política aos choques adversos. O estudo afirma que parece existir uma concordância geral de que o objetivo final do regime de metas é obter uma inflação baixa e estável no longo prazo, para reduzir o prêmio de risco e estimular o investimento do setor privado. A OCDE alerta, no entanto, que mudanças institucionais drásticas na política monetária como, por exemplo, uma extensão formal do período para se atingir a meta inflacionária, deveriam ser evitadas num período de desinflação.

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