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OCDE baixa previsão do PIB e eleva a da inflação no Brasil em 2013

Organização espera por avanço econômico de 2,9% e variação do IPCA de 6,2% neste ano

Andrei Netto, de O Estado de S. Paulo,

29 de maio de 2013 | 17h54

PARIS - A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) reviu para cima a previsão de inflação e para baixo os prognósticos de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

O prognóstico desta quarta-feira, 29, destaca o estouro do teto da meta de inflação. Adverte o governo para que mantenha a transparência das contas da União e controle os preços para reduzir as "incertezas significativas" que pesam sobre a economia do País.

As advertências foram feitas no relatório Perspectivas Econômicas 2013, divulgado ontem no fórum anual realizado pela organização em Paris. A principal informação relativa ao Brasil foi o rebaixamento das perspectivas de crescimento para os próximos 18 meses.

De acordo com a OCDE, o país crescerá 2,9% em 2013 e 3,5% em 2014, bem abaixo do último prognóstico, divulgado em novembro, que indicava 4% neste ano e 4,1% no próximo.

"Desde o final de 2011, estímulos monetário e fiscal apoiaram a retomada gradual da economia, embora indicadores de curto prazo apontem para incertezas significativas", diz o relatório.

"Após um crescimento decepcionante em 2012 (0,9%, o menor em três anos), a atividade econômica se recupera, enquanto as pressões inflacionárias se intensificam."

A inflação é, aliás, outro foco de preocupação quanto ao Brasil. A organização prevê que os preços subirão 6,2% em 2013 - frente a 5,3% do prognóstico anterior - e 5,4% em 2014. O estudo lembra que a inflação ficará acima do teto da meta, "após vários anos dentro da faixa de tolerância".

"A taxa de juros foi elevada em abril, e a projeção é de que continue a aumentar para trazer a inflação de volta para o centro da meta até o fim de 2014", diz o estudo.

A OCDE elogia o desemprego em nível historicamente baixo, mas destaca a "demanda inesperadamente fraca", advertindo: "O crescimento dos investimentos dá sinais de retomada, mas pode ser significativamente mais hesitante se a confiança nas políticas econômicas se deteriorar".

Por isso, a organização exorta o governo a manter a transparência sobre as contas da União e a controlar a inflação, assim como ampliar a vigilância sobre o risco ligado ao aumento excessivo de crédito pelos bancos públicos.

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