OCDE: Brasil terá desaceleração menor que o G-7

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou em um relatório que as sete maiores economias do mundo (G-7) e algumas das principais economias emergentes devem passar por um "desaquecimento profundo". De acordo com a OCDE, o indicador de perspectiva econômica para os 30 países que integram o grupo recuou para 93,8 pontos em novembro, de 95,1 pontos no mês anterior. Os indicadores para as economias do Brasil, da Rússia, da Índia e da China (Bric), países emergentes e que não fazem parte da OCDE, também mostraram queda.O indicador do Brasil, no entanto, projeta um declínio menos acentuado do que o dos países emergentes e o dos países do G-7, recuando para 101,2 pontos em novembro, de 102,3 pontos no mês anterior. Em comparação a novembro de 2007, a queda foi equivalente a 2,9 pontos. O país é o único que, de acordo com o relatório, sofrerá uma desaceleração em vez de um forte desaquecimento.A Rússia, por outro lado, mostrava o declínio mais acentuado, para 89,8 pontos em novembro, de 94,1 pontos em outubro - 13,8 pontos abaixo do nível registrado em novembro de 2007.O indicador da China recuou para 88,5 pontos em novembro, de 91,6 em outubro, com declínio de 12,9 pontos em comparação a novembro de 2007. O indicador da Índia caiu para 93,9 pontos em novembro, de 95,1 em outubro, recuando 7,6 pontos em comparação a novembro de 2007.Entre os países pertencentes ao G-7 também houve queda generalizada nos indicadores individuais, com destaque para o indicador da economia alemã, que recuou de 93,7 pontos em outubro para 91,6 pontos em novembro, nível 10,7 pontos inferior ao registrado em novembro de 2007.Durante grande parte desta década, a Alemanha dependeu do setor de exportações para o crescimento, mas a economia do país deve sofrer um desaquecimento substancial nos próximos meses em meio à redução na demanda mundial. As informações são da Dow Jones e do site da OCDE.

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