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OCDE defende o fim de obstáculos à atividade econômica

A estratégia da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) para o emprego no mundo consiste em combater os obstáculos à atividade econômica e enfrentar o envelhecimento da população, segundo o documento publicado nesta terça-feira pela entidade. Outra prioridade é uma rápida adaptação às mudanças provocadas pelas evoluções tecnológicas e pela globalização. A concorrência de países como China e Índia, que dispõem de uma mão-de-obra em massa, aparece com destaque no relatório "Perspectivas para o emprego".A nova edição do documento anual faz um balanço da estratégia para o emprego, elaborada em 1994. O contexto marca uma mudança de orientação diante dos desafios da globalização e do envelhecimento da população nos 30 países membros da organização.Segundo a OCDE, a experiência mostrou que os países que seguiram as recomendações de sua estratégia de 1994, centrada na luta contra "um desemprego elevado e persistente", tiveram melhores resultados que os outros.O clube de países desenvolvidos considera "fundamental" suprimir os impedimentos para a incorporação à vida ativa de grupos com baixa representação no mercado de trabalho, como as mulheres e os trabalhadores mais velhos.Mulheres Para as mulheres, a entidade pede medidas favoráveis à família, como ajudas para creches, adequação dos horários trabalhistas e incentivos fiscais; e, para os trabalhadores mais velhos, a idéia é tirar dos sistemas de aposentadoria tudo que desencoraje o prolongamento da vida ativa e a saída antecipada do mercado de trabalho.A OCDE se queixa que com muita freqüência seus países membros se limitaram a flexibilizar as condições trabalhistas com contratos temporários, criando "um dualismo dos mercados de trabalho", desestimulando o investimento em formação e portanto a produtividade.Juros A OCDE lembra que uma política macroeconômica baseada na estabilidade de preços e em contas públicas saneadas permite manter baixas as taxas de juros, o que reduz as oscilações cíclicas da economia e limita o risco de efeitos permanentes das quedas temporárias do nível do emprego.A entidade prevê uma melhora da economia em seus países membros em 2006 e 2007, com crescimento de 3,1 e 2,9% respectivamente. O emprego nestes dois anos aumentará ao ritmo "modesto" atual, de 1% anual em média. O desemprego vai se reduzir "pouco a pouco" e em parte graças a uma expansão relativamente lenta da população ativa.

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