OCDE destaca otimismo com economia norte-americana

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) está otimista com a recuperação da economia dos Estados Unidos. Em um relatório divulgado ontem, o grupo dos países ricos aponta que os principais indicadores da economia norte-americana apresentaram um bom desempenho em junho. Já a Europa e o Japão ainda mostram sinais tímidos de qualquer tipo de crescimento. A OCDE calcula o comportamento das economias somando uma série de fatores, como crescimento do PIB, consumo, inflação e produção industrial. Com essas informações, a Organização estabelece uma pontuação que indica como uma determinada economia está reagindo às circunstâncias políticas e sociais. Em geral, os países da OCDE tiveram um aumento de seu índice em 1,1 ponto entre maio e junho deste ano, atingindo um total de 122,1 pontos. Desde maio de 2002, os países apresentavam uma queda na pontuação, tendência que foi revertida em abril deste ano. O otimismo com os Estados Unidos ocorre diante da verificação de que o país conseguiu um aumento de 1,7 ponto entre maio e junho, contra apenas 0,4 da Europa. No total, os americanos somam 132,6 pontos.O que ainda preocupa é a dificuldade da Europa dar sinais convincentes de que está retomando sua atividade industrial, controlando o déficit público e gerando empregos. Nos países onde o euro é moeda corrente, o indicador da OCDE passou de 119,3 para 119,7, muito pouco para um continente que há pelo menos dois anos tenta promover crescimento. Há poucos dias, a União Européia (UE) publicou um informe em que mostra que entre janeiro e março deste ano, a economia local esteve estagnada. Até meados deste ano, porém, as informações da OCDE apontam que a realidade não é muito diferente da que foi registrada no início de 2003. Na Alemanha, que um dia foi a locomotiva da Europa, o índice da OCDE passou de122,2, em maio, para apenas 122,8 em junho.Já o Japão continua dando sinais de que poderá crescer e finalmente sair de seus anos de recessão. Mas, assim como no caso europeu, um desempenho convincente da economia japonesa somente deverá ser visto em 2004.

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