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OCDE: economia do País sinaliza menos fôlego em 2008

O crescimento da economia brasileira pode começar a perder fôlego. Dados coletados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam que os principais índices econômicos em julho no Brasil já não estariam tendo o mesmo desempenho que nos meses anteriores, o que seria um "sinal precoce" de uma desaceleração no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) a partir de 2008.Segundo a OCDE, os países ricos também dão sinais de queda de atividade, enquanto Rússia, China e Índia continuam a crescer. Os dados são do período que antecedeu a turbulência nas bolsas e, mesmo assim, já apontam recuo.O índice criado pela OCDE é composto por dados como produção industrial, comércio, bolsa, exportações e outros indicadores. Ao avaliar expansão de atividade produtiva ou recessões, o indicador aponta tendências nas diferentes economias e decifra quais são os rumos que o crescimento dos países tomará nos próximos meses.O índice da OCDE ainda serve como um alerta. De acordo com especialistas, uma queda ou expansão do PIB ocorre cerca de seis a nove meses depois de a taxa da OCDE já ter indicado qual será o rumo dessa economia.Mercado internoPara o Brasil, portanto, a OCDE alerta para uma estagnação em relação aos números de junho e julho em 136,2 pontos. O problema é que o ritmo de crescimento diminuiu. Entre janeiro e junho, a alta no índice havia sido de 11,9%. Já entre fevereiro e julho, o aumento foi de 10,2%.Segundo o economista da OCDE, Ronny Nielsson, a queda relativa ocorre pelo fraco desempenho ou estagnação do crescimento de quatro dos cinco indicadores avaliados sobre a economia brasileira. Entre eles estão o desempenho das bolsas, das exportações, os termos de comércio e as ordens feitas pela indústria. "O único indicador com taxa positiva é o de produção, que continua a crescer", afirmou.No que se refere aos países ricos, o alerta é de uma desaceleração do avanço para os próximos meses. Os dados de julho demonstram uma perda de força nas atividades em comparação a fevereiro em praticamente todas as sete maiores economias do mundo. A queda foi registrada depois de uma alta inesperada nos primeiros meses do ano e que chegou a criar um sentimento entre economistas de que a desaceleração não iria ocorrer.

JAMIL CHADE, Agencia Estado

11 de setembro de 2007 | 16h37

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