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OCDE faz recomendações a países latino-americanos

Os governos da América Latina devem usar de suas políticas orçamentárias para enfrentar a crise do sistema financeiro internacional, que já se traduz pela redução do ritmo do crescimento nos países emergentes. A recomendação foi feita ontem pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris, durante o lançamento do relatório Perspectivas Econômicas para a América Latina 2009. Segundo os especialistas da entidade, a política fiscal, as despesas públicas e a gestão dos déficits pode, além de ajudar a estabilizar a economia, combater a pobreza e reduzir as desigualdades. Segundo o diretor do Departamento América Latina e Caribe da OCDE, Jeff Dayton-Johnson, "se a crise for mais prolongada, o que é provável, veremos meses, talvez anos difíceis para a América Latina". "Ao longo dos últimos anos, houve esforços consideráveis para ajuste das políticas orçamentárias na região. Agora, elas podem servir para estabilizar a conjuntura econômica", sugeriu. Para o economista, é preciso continuar a melhorar a performance orçamentária, reduzindo os déficits e a volatilidade fiscal e aumentando as despesas públicas com critério, considerando sobretudo a necessidade de efetuar transferência de renda. Dayton-Johnson disse que esta deve ser uma preocupação especial para o Brasil. "No que diz respeito aos gastos públicos, o Brasil tem uma situação peculiar, porque gasta muito e, dizem alguns críticos, mal", alertou. "Mas as despesas públicas, em especial as sociais, são cruciais para reduzir as desigualdades. Se gastar mais em Educação, os resultados serão melhores. Mas também é possível gastar melhor."

Andrei Netto, O Estadao de S.Paulo

25 de novembro de 2008 | 00h00

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