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OCDE prevê contração econômica e redução de juro na zona do euro

Há espaço para mais cortes de juro pelo Banco Central Europeu (BCE) nos próximos meses, à medida que a inflação cai rapidamente e a economia tende a retrair no ano que vem, informou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A entidade revisou para baixo, nesta terça-feira, sua previsão de desempenho econômico dos 15 países da zona do euro para uma contração de 0,6 por cento em 2009, frente à estimativa anterior, divulgada em 13 de novembro, de queda de 0,5 por cento. A principal razão por trás da queda é a redução dos investimentos. Neste ano, o crescimento da economia da zona do euro deve ser de 1 por cento, segundo a OCDE, reduzindo a previsão anterior em 0,1 ponto percentual. Mas a economia da região vai se recuperar em 2010, informou a organização, prevendo um crescimento de 1,2 por cento para aquele ano. A estimativa de crescimento da OCDE para 2009 é similar a do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas são mais pessimistas que a previsão da Comissão Européia de uma expansão de 0,1 por cento. A inflação na zona do euro, que o BCE quer manter abaixo mas próximo de 2 por cento, vai cair para 1,4 por cento no ano que vem, frente a 3,4 por cento neste ano e ainda vai desacelerar mais em 2010 para 1,3 por cento, de acordo com a estimativa da OCDE, que foi mantida em relação à previsão anterior. "A esperada desaceleração das pressões inflacionárias nos próximos dois anos dão espaço para mais reduções nas taxas de juro nos próximos meses", informou a OCDE. "As projeções são de que as taxas de juros sejam reduzidas para 2 por cento no ano que vem e permaneçam nesse patamar por um ano", segundo a organização. O BCE cortou a taxa de juro da zona do euro em 0,5 ponto percentual em outubro, repetiu a redução em novembro --levando a taxa para 3,25 por cento-- e sinalizou que pode realizar um novo corte em 4 de dezembro. Muitos economistas esperam uma redução entre 0,5 e 0,75 ponto percentual. A OCDE avaliou que se as condições financeiras deteriorarem mais ou a atividade cair mais rapidamente que o esperado, reduções de juro mais profundas podem ser necessárias no curto prazo. "Consequentemente, com a turbulência financeira dissipando e a atividade econômica se fortalecendo, aumentos modestos na taxa de juro parecem apropriados para assegurar que a inflação permaneça abaixo de 2 por cento nos próximos anos", informou a OCDE. A organização prevê que a taxa de desemprego cresça para 8,6 por cento da força de trabalho em 2009, frente os 7,4 por cento registrados neste ano, e para 9,0 por cento em 2010.

JAN STRU, REUTERS

25 de novembro de 2008 | 09h47

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