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OCDE prevê emprego baixo e PIB lento nos países ricos

Instituição afirma que Banco Central Europeu (BCE) deve reduzir a taxa de juros na zona do euro para restaurar o crescimento no bloco

Agência Estado e Dow Jones,

31 de outubro de 2011 | 09h32

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) prevê dois anos de crescimento fraco e desemprego em alta nos países desenvolvidos. A entidade estima que essa projeção pode se deteriorar se a zona do euro não conseguir conter a crise da dívida soberana.

Em um breve relatório publicado três dias antes da reunião do G-20 (grupo dos 20 países com as maiores economias do mundo) na França, a OCDE afirmou que o Banco Central Europeu (BCE) deve reduzir a taxa de juros na zona do euro para restaurar o crescimento no bloco, e recomendou outros bancos centrais a manter as taxas inalteradas e fornecer liquidez (recursos) para o sistema financeiro, para aliviar as tensões nos mercados.

De acordo com a projeção da OCDE, a economia dos Estados Unidos crescerá 1,8% em 2012, e ganhará velocidade em 2013, com uma expansão de 2,5%. Já o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro deve registrar expansão de 0,3% no ano que vem e 1,5% em 2013. A relação entre dívida e PIB nos países desenvolvidos continuará alta, atingindo 108,7% nos EUA em 2013, e 227,6% na zona do euro.

A OCDE elogiou o plano da União Europeia anunciado na semana passada, mas alertou contra atrasos na implementação e cobrou que o bloco dê mais detalhes aos investidores, assim que possível. "Para resolver a crise da zona do euro é importante clarear e implementar integralmente as medidas anunciadas em 26 de outubro, para romper o elo entre dívida soberana e tensões no setor bancário, para lidar com a Grécia, para garantir que a crise da dívida soberana não se espalhe para outros países europeus e para garantir uma capitalização adequada e financiamentos para os bancos".

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