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OCDE vê sólida retomada na América Latina em 2010

A América Latina está se recuperando da crise econômica global mais rapidamente que a maioria dos países desenvolvidos, com um crescimento "significativo" esperado no próximo ano, avaliou nesta segunda-feira a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

ANDREI KHALI, REUTERS

30 de novembro de 2009 | 15h18

Num documento sobre as perspectivas econômicas da América Latina, divulgado num encontro Ibero-Americano em Portugal, a OCDE disse esperar que o Produto Interno Bruto (PIB) da região recue entre 1,5 e 1,9 por cento em 2009, muito menos que a média dos países do grupo, que aponta queda de 3,5 por cento.

A OCDE também afirmou que o prognóstico é positivo para o próximo ano.

"Espera-se que o ritmo da recuperação seja significativo em 2010, mesmo não alcançando as típicas taxas de crescimento de mais de 5 por cento que caracterizaram a bonança do período 2004-2008", afirmou a OCDE, sem dar uma estimativa precisa de crescimento.

A organização disse esperar que vários países da América Latina superem este ano as previsões médias feitas pelo organismo, com uma previsão de crescimento para Peru, Panamá e Uruguai em termos de PIB per capta.

"Já é perceptível que a América Latina está se recuperando do choque mais rapidamente que a maioria das economias desenvolvidas... sem comprometer seus significantes progressos no que diz respeito às metas de desenvolvimento no longo prazo", avaliou.

A OCDE, cujos membros dividem um comitê de democracia para o livre mercado, também elogiou a maior parte dos países latino-americanos por se afastarem da "falsa sensação de segurança" criada por políticas protecionistas e por se inserirem na globalização ao longo da década passada.

"Os países latino-americanos que abriram seus mercados para a competição internacional durante a última década não têm mostrado mais vulnerabilidade à crise econômica global. Essa é uma façanha notável e algo que contrasta fortemente com a experiência dessas nações em crises passadas", considerou o organismo.

A OCDE avaliou que a abertura comercial e financeira tem sido combinada com êxito em vários países com o desenvolvimento de mecanismos de resiliência para resistir a choques, com mais déficits sustentáveis, ampliação de vencimentos da dívida e acúmulo de reservas internacionais.

A OCDE citou o exemplo do Chile ao aproveitar o "boom" nos preços do cobre para acumular recursos fiscais ao longo dos últimos anos.

"Algumas das melhores práticas no mundo em termos de política fiscal são de fato localizadas na região, com países como o Chile sendo referência em seu campo até mesmo para muitos países da OCDE."

Mesmo assim, a organização afirmou que a pobreza provavelmente aumentará na América Latina, parcialmente revertendo o progresso feito antes da crise.

A capacidade de cada país estimular sua economia através de políticas sustentáveis será tão importante para determinar o crescimento futuro quando a duração da recessão global", acrescentou a OCDE.

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