André Dusek/Estadão
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OCDE vem ao Brasil para avaliar economia

Visita da Organização para Cooperação de Desenvolvimento Econômico é vista como sinal positivo ao pedido de entrada do País no grupo

Célia Froufe, enviada especial, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2018 | 09h18

DAVOS - Daqui a um mês, uma comitiva da Organização para Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE) desembarca no Brasil para apresentar, na capital federal, um diagnóstico geral sobre a economia do País. A informação foi passada na quinta-feira, 25, ao Estadão/Broadcast pelo secretário-geral da instituição, José Ángel Gurría, e a decisão não deixa de ser um apoio indireto ao Brasil, que solicitou a entrada no grupo ao final de maio do ano passado. "É naturalmente um apoio. O Brasil já é da família", disse o mexicano.

O governo doméstico agora aguarda a decisão do grupo sobre se aceita o pedido brasileiro de ser candidato a uma vaga. É necessário que haja um consenso entre os mais de 30 participantes e o Brasil já conseguiu adesões importantes, como o da União Europeia. Dono do maior orçamento da OCDE, os Estados Unidos, no entanto, que passaram a mostrar menos interesse pelas organizações multilaterais na administração de Donald Trump, não têm interesse em ver a Organização crescer. "Estamos trabalhando na busca de consenso, e vamos chegar", previu Gurría.

Além do Brasil, a Argentina e outros países do leste europeu aguardam pelo sim da entidade. O tema foi levado à pauta em agosto e setembro do ano passado, mas não houve uma resposta ainda nessa ocasião. Na quinta-feira, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, aproveitou uma reunião marcada pelo secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, para falar sobre o tema.

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Não é Mnuchin quem dá a palavra final dos Estados Unidos sobre o tema, mas demonstrou, conforme Meirelles, que vai apoiar a entrada do País no grupo. "Esta é a opinião dele. Vamos ver como se desenvolve. Pode ser uma mudança", considerou o ministro logo após o encontro. Gurría considerou a manifestação do secretário "maravilhosa".

No extenso documento sobre o Brasil que será conhecido no dia 28 de fevereiro, haverá dois papers especiais: um que tratará de investimentos em infraestrutura e outro sobre comércio internacional. A cada dois anos, a OCDE, que tem sede em Paris, produz um relatório geral da economia brasileira, além de outros setoriais sobre vários temas, como saúde e educação, por exemplo. "Temos a tradição já. O Brasil já está no ciclo normal, como todos os outros parceiros", disse o secretário-geral.

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Gurría salientou que o Brasil já conta com 35 instrumentos na OCDE e já participa de comitês de trabalho muito antes da solicitação formal para ser um parceiro. "Todas as coisas que fazemos com todos os outros parceiros, já fazemos também com o Brasil. Não perdemos tempo", enfatizou.

Todo o trâmite pode demorar de três a quatro anos e, pelos cálculos do Itamaraty, o Brasil poderá ter de desembolsar 15 milhões de euros por ano se for aceito. 

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