Ocean Air vai assumir operação da BRA nos próximos dias

Objetivo da medida é solucionar os problemas dos passageiros que compraram bilhete da BRA

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

09 de novembro de 2007 | 16h28

A Ocean Air assumirá a operação da empresa aérea BRA nos próximos dias. A informação foi dada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim. Ele explicou que o objetivo da medida é solucionar os problemas dos passageiros que compraram bilhete da BRA. O segundo passo, segundo ele, será buscar uma solução definitiva para o problema. Jobim explicou que essa solução foi estimulada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Veja também:BRA vai transferir passagens com data até 10 de janeiroConheça os direitos do consumidor  Jobim já havia confirmado que, até o final do dia, a BRA definiria com outras companhias a locação de seus aviões, além do repasse de sua tripulação, para permitir que os passageiros que compraram passagens da companhia sejam atendidos. O governo decidiu intervir para garantir o atendimento aos 70 mil passageiros que possuem bilhetes emitidos pela companhia aérea até março de 2008. O ministro afirmou que a intervenção não representa nenhum tipo de ajuda financeira. A companhia pede R$ 30 milhões para custear as indenizações de seus 1.100 funcionários, que estão de aviso prévio, e para ressarcir passageiros. A BRA suspendeu todos os seus vôos na última terça-feira. A empresa atendia 35 vôos domésticos por semana e 55 nos finais de semana para 26 destinos nacionais. Além disso, mais 3 vôos semanais para Madrid, 5 para Lisboa, e 2 para Milão. Segundo dados da Anac de setembro, a empresa tinha 4,6% do mercado doméstico, à frente da Ocean Air, que estava com 2,61%. Apesar de ter recebido um aporte de R$ 180 milhões de um grupo de investidores em dezembro do ano passado, a companhia acumula mais de US$ 100 milhões em dívidas com bancos e empresas de leasing, revelam fontes do mercado. No auge de sua operação, a empresa chegou a transportar 180 mil passageiros por mês. Defesa A BRA fechou acordo nesta sexta-feira, 9, com o escritório do advogado Thomas Felsberg - Felsberg e Associados - para cuidar do processo de recuperação judicial da empresa. O escritório confirmou a informação, mas não quis falar sobre a estratégia para a BRA.  Especialista em falências, Felsberg representou a Parmalat durante a recuperação da empresa. A Parmalat conseguiu transformar seu processo de concordata em recuperação judicial em 2005. Às vésperas de ser obrigada a pagar cerca de R$ 800 milhões a seus credores, referentes à primeira parcela da concordata, a empresa conseguiu se salvar com base na nova Lei de Falências. A recuperação judicial é uma figura jurídica que substituiu a concordata com a nova lei.     

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