Ocorrência de greening mais que dobra

Levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) divulgado segunda-feira aponta que o greening, pior doença da citricultura, está em 3,8% das plantas do parque comercial citrícola paulista, ou em cerca de 7,6 milhões de árvores dos 200 milhões em produção. O total é mais que o dobro do registrado em 2010, quando 1,87% das plantas estavam contaminadas.

GUSTAVO PORTO, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2011 | 03h08

"Os dados mostram que a doença saiu da fase do crescimento devagar para um salto grande no número de casos, justamente por falta de controle por parte de alguns citricultores", disse o gerente do Departamento Técnico do Fundecitrus, Cícero Augusto Massari. O levantamento apontou que mais de 50 mil talhões de pomares - cada um com 2 mil plantas - têm ao menos um caso da doença em 2011, ante cerca de 36 mil talhões em 2010.

"O avanço maior no número de plantas contaminadas que o do número de talhões é explicado pelo fato de a doença crescer dentro dos talhões com casos antigos, a partir de uma planta contaminada anteriormente", explicou Massari. O levantamento amostral de greening foi realizado por 80 inspetores, que percorreram 3 mil talhões, inspecionando 10% das árvores de cada talhão.

A região central segue como a mais afetada, com 73,5% dos talhões com ao menos uma planta contaminada em 2011, ante 61,7% de talhões com a doença no levantamento anterior. A região é ainda a que concentra maior quantidade de árvores com sintomas de greening, com 6%, ante 3,51%.

A região sul tem 63,5% de talhões contaminados em 2011, ante 44,1% no ano passado. No sul, o índice de plantas doentes disparou mais que a média do Estado, de 2% para 5% entre os períodos. "A maior preocupação foi o avanço da doença em Itápolis, na região central, e Araras, na parte sul."

Na região oeste, o número de talhões com greening saltou de 21,4% para 47,4% entre 2010 e 2011 e o de plantas sintomáticas dobrou, de 0,34% para 0,68%. A região norte tinha 16,47% de talhões com a doença em 2010 e a incidência saltou para 28,2% dos talhões. Já as árvores com sintomas no norte do parque citrícola saíram de 0,39% para 0,80%.

A região noroeste, a menos contaminada, tem 8,2% de talhões com greening em 2011, ante 2,4% no ano passado.

Relatório divulgado

pelo Fundecitrus

aponta 7,6 milhões

de árvores infectadas,

ou 3,8% do total

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