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Ocupação de vôos das companhias cai para 72% em julho

Contudo, com a alta do preço das passagens, o mercado cresceu 9,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, com reajuste de 11,5% nos bilhetes

Beth Moreira, da Agência Estado,

09 de agosto de 2007 | 18h28

A crise aérea diminuiu a demanda por passagens. Em julho, a taxa de ocupação média das companhias aéreas atingiu 72%, com queda de 8 pontos percentuais sobre o mesmo período do ano anterior. Na comparação com junho houve melhora de dois pontos percentuais. Contudo, com a alta do preço das passagens, o mercado cresceu 9,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontou reajuste de 11,5% nos bilhetes.  A TAM registrou média de ocupação no sétimo mês do ano de 74%, o que representa uma redução de sete pontos percentuais sobre julho de 2006. Na comparação com junho, houve redução de um ponto percentual. A Gol reduziu o indicador para 71% em julho, ante 84% registrado no mesmo mês do ano passado, ficando estável na comparação com junho. A nova Varig alcançou taxa de ocupação de 52% no sétimo mês do ano. Na BRA o indicador caiu para 74%, ante 79% de julho de 2006. Na comparação com junho, quando o indicador ficou em 65%, houve uma melhora significativa. A OceanAir, por sua vez, elevou o índice para 73% em julho, ante 67% de julho do ano passado e 55% de junho. Participação no mercado A TAM manteve sua participação praticamente inalterada no sétimo mês do ano, com 50,63% do mercado. No mesmo mês do ano passado, a participação da empresa era de 50,78%. Em relação a junho, quando a empresa detinha 49,11% do mercado, houve uma melhora. A Gol também manteve uma fatia estável em julho de 36,9%, ante 36,33% de igual mês de 2006. Em relação a junho, quando a empresa tinha uma fatia de 39,83%, houve uma redução. A nova Varig, empresa pertencente à Gol, obteve participação de 2,73% em julho, com ligeira queda sobre os 2,93% de junho. O dado não pode ser comparado com 2006, já que a empresa recebeu autorização formal da Anac no final do ano passado. Demanda internacional Outro impacto da crise foi o crescimento das operações das empresas brasileiras de aviação civil para o mercado internacional - de 25,4% em julho de 2007. Essa é a primeira alta registrada nas operações internacionais desde setembro de 2005, quando a disponibilidade de vôos para o exterior começou a cair com a crise da Varig. A TAM é a principal companhia a atuar nesse segmento, com participação de 64,34% no sétimo mês do ano. No mesmo intervalo de 2006, a participação da empresa era de 52,06%. Em relação a junho, no entanto, a empresa registrou uma queda de pouco mais de cinco pontos percentuais.

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