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Ocupação morna, rendimento acelerando

Análise: Fernando Sampaio

É SÓCIO-DIRETOR DA LCA CONSULTORES, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2012 | 03h04

A taxa de desemprego costuma subir entre fevereiro e março. Mas o aumento apurado pelo IBGE, de 5,7% para 6,2%, foi maior do que antecipavam os analistas (inclusive a LCA). Seria sinal de que o mercado de trabalho nas regiões metropolitanas começou a se deteriorar? A resposta não é simples, pois os levantamentos sobre o mercado de trabalho têm trazido informações contrastantes. Além disso, o ritmo da criação de ocupações e os resultados das barganhas em torno da remuneração costumam reagir com defasagem às inflexões da atividade econômica.

O dinamismo da ocupação permaneceu morno em março: o número de ocupados superou em só 1,6% o de março de 2011. Foi o sétimo mês consecutivo em que esse ritmo se manteve na faixa de 1,3% a 2%. Nos nove meses anteriores, a ocupação cresceu a taxas de 2,1% a 2,5%, e antes disso, entre 3% e 4%. Os números mostram que a desaceleração da demanda, a partir de meados de 2011, reduziu o dinamismo da ocupação.

Já os rendimentos do trabalho tiveram trajetória distinta. O rendimento médio foi 5,6% maior, já descontada a inflação, do que em março de 2011. Foi o quinto mês seguido em que a taxa de crescimento acelerou, deixando para trás o ritmo próximo de zero verificado de setembro a novembro de 2011.

Os rendimentos vêm sendo favorecidos pela queda da inflação acumulada em 12 meses; pelo forte reajuste do salário mínimo; e pela taxa de desemprego persistentemente baixa. E contribuem para a aceleração da massa de rendimentos, que em março superou em 7% a de março de 2011 - prenunciando um reaquecimento do consumo e da atividade econômica.

Voltando à pergunta inicial: a despeito de alguns números não tão bons, o mercado de trabalho parece ter começado a se reaquecer nos últimos meses.

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