Odebrecht e Ipiranga investem em pedágios

Empresas criam serviço pré-pago que vai concorrer diretamente com o Sem Parar, do Grupo STP; tarifa da recarga vai variar de R$ 2 a R$ 7,50

LÍLIAN CUNHA, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2012 | 02h10

Depois de mais de dez anos de monopólio da Serviços e Tecnologias de Pagamento (STP, dona do Sem Parar), duas novas empresas vão disputar o mercado de sistemas de pagamento eletrônico de pedágios em São Paulo.

Em setembro, a DBTrans, que atua no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, recebeu da Agência Reguladora dos Transportes em São Paulo (Artesp) autorização para atuar no Estado. Ontem foi a vez da ConectCar, empresa formada pela Odebrecht TransPort Participações e a Ipiranga, subsidiária do Grupo Ultra.

"Queremos que o ConectCar seja um serviço usado pela massa", diz Paulo Casena, diretor-presidente da Odebrecht TransPort. Hoje, segundo ele, 35 milhões de veículos utilizam rodovias com pedágios no Brasil. Desse total, apenas 10% usam algum sistema eletrônico de pagamento, como o Sem Parar, que controla as estradas paulistas. "Queremos ser a opção para esses 90% que não usam 'tags'", diz João Cumerlato, diretor-presidente da nova empresa, batizada com o mesmo nome do serviço.

As duas empresas estão investindo R$ 150 milhões nos próximos três anos no novo serviço, que será pré-pago. O início da operação está marcado para 1.º de fevereiro, em todas as rodovias com pedágio paulistas.

A partir de março, a empresa pretende atuar também no Rio, no Rio Grande do Sul e na Bahia. A meta é chegar a todos os Estados com rodovias pedagiadas até o fim de maio. O serviço também será aceito em estacionamento de shopping centers, além de poder ser usado nos postos Ipiranga para compra de combustíveis.

Tarifa. Para ganhar mercado, Ultra e Odebrecht apostam em uma estratégia de preços e facilidades. "O ConectCar será pré-pago. Todos os 6,3 mil postos Ipiranga em todo País vão vender o sistema", explica Cumerlato. Ele diz que não haverá cobrança de mensalidades. Mas, a cada recarga, que pode variar de R$ 20 a R$ 150, o usuário pagará uma tarifa que irá de R$ 2 a R$ 7,50, dependendo do valor carregado. "A recarga pode ser feita pelo site do sistema ou em qualquer posto Ipiranga", afirma Leocadio de Almeida Antunes Filho, diretor-superintendente da Ipiranga. Para comprar o aparelho, o consumidor pagará R$ 30. Quem tem o cartão de milhagem dos postos Ipiranga pagará R$ 20, mais 50 pontos do plano de milhas.

O Sem Parar, por sua vez, tem adesão que vai de zero a R$ 69,56. As mensalidades variam de R$ 8 a R$ 16,43, conforme o valor pago na adesão.

O Auto Expresso, o serviço de pagamento da DBTRans, também tem a opção pré-paga. Serão cobradas em São Paulo taxas de adesão de R$ 57,12. A taxa de recarga é de R$ 6,00. No plano pós-pago, o usuário paga o mesmo valor pelo tag. A mensalidade é de R$ 6,00. A empresa, porém, ainda não tem data para iniciar seus serviços no Estado, pois ainda está em negociação com as concessionárias de rodovias.

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