JF Diorio/Estadão
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Odebrecht encerra negociação com Lyondell para venda da Braskem; ações chegam a cair 20%

Negócio poderia trazer cerca de R$ 20 bilhões ao grupo; companhia holandesa disse que fim das conversas foi decidido conjuntamente

Luana Pavani e Luisa Marini, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2019 | 08h25
Atualizado 04 de junho de 2019 | 20h30

A Braskem informou que a Odebrecht, acionista controladora da petroquímica, decidiu encerrar as tratativas com a LyondellBasell. As empresas negociavam a transferência à holandesa da totalidade da fatia da Odebrecht no capital da Braskem. Em nota divulgada na manhã desta terça-feira, 4, a Braskem diz que a administração "seguirá em busca de oportunidades que tenham o potencial de agregar valor".

As ações da Braskem caíram 17,11%, de longe a maior queda entre os papéis do Índice Bovespa. Braskem PNA foi a terceira ação mais negociada no dia e contribuiu para limitar os ganhos do Ibovespa. 

Fontes disseram ao Estadão, em 23 de maio, que a transação poderia trazer cerca de R$ 20 bilhões ao grupo, mas as negociações esfriaram diante de más notícias envolvendo a Braskem, entre elas a incerteza gerada pelo projeto de extração de sal-gema em Alagoas - o Ministério Público de Alagoas pediu bloqueio de R$ 6,7 bilhões da empresa - e a suspensão das negociações dos papéis na Bolsa de Nova York (Nyse) pela não entrega do formulário 20-F de 2017, entre outras.

A empresa LyondellBasell informou que as empresas decidiram "conjuntamente" encerrar as tratativas para a compra da Braskem. 

De acordo com nota da companhia holandesa, a combinação com a Braskem era positiva por conta de pontos fortes complementares, portfólios de produtos e operações. "No entanto, após uma análise cuidadosa, decidimos conjuntamente não prosseguir com a transação. Queremos agradecer às equipes da Odebrecht e da Braskem pela cooperação durante todo o processo", diz o CEO da LyondellBasell, Bob Patel, no comunicado.

A companhia informou ainda que continua focada no avanço de estratégia de crescimento. "Pretendemos agilizar nosso programa de recompra de ações, atualmente de até 37 milhões de nossas ações em circulação. Nossos fluxos de caixa fortes e ampla liquidez e balanços patrimoniais saudáveis nos permitem entregar um dividendo crescente e superior, promover o crescimento orgânico e manter a opção por oportunidades de fusões e aquisições, ao mesmo tempo em que executamos essas significativas recompras de ações", disse Patel. / Colaborou Niviane Magalhães

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