Odebrecht estima investimento de R$ 10 bi no Madeira

O diretor da Odebrecht Investimentos em Infra-Estrutura, Irineu Meireles, afirmou esta tarde que estima que a construção da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, irá demandar investimentos de R$ 10 bilhões.Segundo ele, o Consórcio Madeira Energia, liderado pelo Grupo Odebrecht e pela estatal Furnas, já está negociando com consumidores livres a venda da fatia de 30% de energia de Santo Antônio que poderá ser destinada a esse mercado. Entretanto, ele não detalhou quem são os clientes nem o preço que está na mesa de negociações.O executivo, que representa o consórcio vencedor do leilão da usina, disse também que o consórcio entrará em contato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para tratar da linha de financiamento oferecida pela banco ao vencedor do leilão. A idéia, segundo ele, é que o BNDES financie 75% do investimento total enquanto o consórcio entrará com os outros 25%.Na opinião de Meireles, não necessariamente o escape para a redução do preço para o mercado cativo fechado no leilão (R$ 78,90 por MWh, com deságio de 35% em relação ao preço-teto estabelecido pelo governo) será o aumento do preço da energia cobrado dos consumidores livres. O consórcio definiu que destinará 70% da energia ao mercado cativo (de distribuidoras). ViabilidadeO ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, disse hoje que o governo não teme que a viabilidade da construção da usina de Santo Antonio, no Rio Madeira, seja comprometida por conta do baixo preço que o consórcio liderado pela Odebrecht cobrará pela energia da usina. "Não há amadorismo nesse leilão. Todas as empresas participantes são grupos experientes e além disso o contrato exige garantias pesadas. Não tenho preocupação se a usina vai sair ou não", afirmou. O ministro ressaltou que como este foi o primeiro leilão de concessão de uma usina hidrelétrica de grande porte, não havia muitas referências de preço, o que explicaria a grande diferença entre o preço-teto proposto pelo governo e as ofertas dos investidores. "Com esse leilão deveremos criar uma referência melhor desses preços", afirmou.

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