Odebrecht pode disputar trecho da BR-163 também em MS

A Odebrecht Transport, que venceu nesta quarta-feira, 27, o leilão da rodovia BR-163 no MT, pode disputar também o trecho da mesma rodovia no Mato Grosso do Sul, que será leiloado no próximo dia 17 de dezembro. "Agora que conquistamos a 163 em Mato Grosso, vamos analisar com muito carinho o trecho no Mato Grosso do Sul", disse o diretor de Rodovias da empresa, Renato Mello. "Se for um bom projeto, e aparentemente os estudos indicam que sim, teremos interesse", acrescentou.

LUCIANA COLLET, Agencia Estado

27 de novembro de 2013 | 13h57

A companhia levou a concessão ao oferecer um deságio de 52,03% sobre a tarifa-teto de pedágio de R$ 5,5 para cada 100 quilômetros, ou R$ 2,638 por trecho. Questionado se a companhia também teria interesse numa potencial concessão da BR-163 a norte do trecho concedido, que conectaria com Santarém, ele indicou que também estudaria.

Mello contou que a Odebrecht analisa há um ano e meio o trecho da BR-163 que corta o Mato Grosso. A rodovia federal era um dos focos da empresa, que tem concentrado esforços em projetos rodoviários no Centro-Oeste. O motivo é o potencial de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) regional, acima da expansão estimada para o País.

Sobre a futura concorrência que a rodovia matogrossense terá com outros modais de transporte, como ferrovias e hidrovias, Mello disse que os cálculos feitos pela Odebrecht levaram em consideração os efeitos da migração do escoamento da safra de grãos do Estado. "O potencial de crescimento da produção de grãos suplanta os impactos dos outros meios de transportes", disse.

Pedágio

O executivo informou ainda que a empresa pretende acelerar as obras da estrada, de maneira que possa antecipar a cobrança dos pedágios. Pelas regras previstas no contrato de concessão, o pedágio só pode ser cobrado após a conclusão de 10% das obras, o que está estimado para acontecer 18 meses a partir da assinatura do contrato, prevista para o primeiro trimestre de 2014.

Ele não deu uma projeção de em quanto tempo a empresa espera antecipar as obras, mas salientou que não são muito complexas, já que a maior parte da duplicação prevista - que totaliza 453 quilômetros - será feita na faixa de domínio da rodovia.

Também por este motivo, ele acredita que não haverá problemas com a obtenção de licença ambiental.

Capital

Apesar de ter conquistado o aeroporto de Galeão em leilão na semana passada, além da Linha 6 do metrô de São Paulo (em parceria com outros investidores), Mello avalia que a estrutura de capital não é uma preocupação para a direção da companhia. "Temos uma equação macroeconômica muito bem estruturada, não investimos sem antes definir fonte por fonte, então não existe preocupação com estrutura de capital", disse.

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