Odebrecht rebate tese sobre exclusividade no Madeira

O diretor da Odebrecht Investimentos em Infra-Estrutura, Irineu Meireles, confirmou que a empresa apresenta ainda hoje ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica os argumentos para manter os acordos de exclusividade fechados pela empresa com fornecedores de equipamentos para os leilões das usinas hidrelétricas do rio Madeira (Santo Antônio e Jirau).Meireles rebateu as afirmações feitas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em documento enviado ao Cade de que a manutenção desses contratos de exclusividade resultarão na redução da concorrência e aumento do preço da energia que será comercializada pelas usinas. "Se você considerar que as agências de fomento do exterior dão incentivos fiscais, a turbina importada pode sair ainda mais barata do que a nacional", disse. Pelas contas da Odebrecht, o impacto, no custo total da obra, da importação de parte dos equipamentos usados nas turbinas e nos geradores não deve passar de 0,84%. "Não faz sentido essa história de que ter de importar equipamentos tira a competitividade de alguém", disse.Meireles argumentou que, para a Odebrecht, essas cláusulas de exclusividade são importantes para evitar que os segredos industriais que ela passou para esses fornecedores caiam nas mãos de concorrentes. Ele lembrou que, após o leilão de Santo Antônio, marcado para o dia 10 de dezembro, o governo vai licitar, em meados de 2008, a usina de Jirau, "cujo projeto é quase idêntico ao de Santo Antônio".Assim, disse Meireles, se a Odebrecht perder o leilão de Santo Antônio e seus fornecedores se associarem ao vencedor, esse concorrente terá acesso às informações da construtora e pode tirar vantagem disso no leilão de Jirau. "Se isso acontecer, as informações que desenvolvemos para as duas usinas cairiam no colo do concorrente, tirando todo o diferencial competitivo da Odebrecht para o leilão de Jirau", disse.

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