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Oferta da Fiat à Opel deve ocorrer na 4ª e não envolve dinheiro

Montadora italiana quer divisão europeia da GM para criar uma das maiores fábricas do mundo

Marcílio Souza, Agência Estado

18 de maio de 2009 | 12h40

O executivo-chefe da Fiat, Sergio Marchionne, deverá apresentar uma oferta de compra à Opel, unidade da General Motors na Alemanha, nesta quarta-feira, 20. A negociação, entretanto, não envolverá dinheiro, garantiu uma fonte próxima da situação nesta segunda-feira, 18. Marchionne está reunido com representantes do governo alemão.

 

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O executivo disse na última sexta-feira, 15, que faria a oferta até quarta, prazo final estipulado pelo governo alemão. Marchionne quer comprar as operações da GM na Europa, incluindo a Opel, como parte de um plano ousado para criar uma das maiores montadoras do mundo. A montadora americana enfrenta sérios riscos de ir à falência e anunciou recentemente que poderá fechar até 1,1 mil de suas concessionárias nos EUA.

 

"O plano que a Fiat está elaborando com seus consultores não inclui o fechamento de fábricas em países europeus onde a GM opera atualmente", disse a fonte. Representantes da empresa italiana não foram imediatamente encontrados para comentar o assunto.

 

As unidades da GM na Europa estão quase sem caixa, e a companhia pretende vender uma fatia majoritária na Opel. Ao contrário da GM nos EUA, a GM Europa não tem a opção de pedir concordata, porque suas operações estão espalhadas por diversos países do continente.

 

Portanto, a Fiat, seus consultores e o governo alemão correm para tomar uma decisão antes do prazo final do Tesouro dos EUA para a GM, em 1º de junho. Até lá, a GM terá de fechar acordos de corte de custos com funcionários e portadores de bônus e começar a diminuir sua rede de concessionárias, ou então enfrentará a concordata. O plano da Fiat para a GM Europa, entretanto, não depende do pedido de concordata da GM, disse a fonte.

 

A questão do fechamento de fábricas é politicamente sensível, especialmente na Alemanha antes das eleições nacionais no segundo semestre, e Marchionne depende da ajuda do governo para fechar seu plano. O presidente do conselho de trabalhadores da Opel, Klaus Franz, é um crítico do acordo com a Fiat, e teme que ele possa eliminar 18 mil empregos em toda a Europa.

 

Marchionne conseguiu fazer com que a Fiat escapasse dos prejuízos nos últimos anos sem fechar nenhuma fábrica, em parte por meio da redução seletiva do quadro de funcionários.

 

O setor automotivo da Europa enfrenta excesso de capacidade e Marchionne quer migrar os modelos da Fiat e da Opel para a mesma plataforma de montagem, o que economizaria recursos. O plano elaborado pela Fiat também inclui a redução do número de modelos produzidos pela Opel e Saab, disse a fonte. Isso poderia abrir o caminho para que a Fiat reduza custos e tenha mais sinergias de longo prazo em toda a Europa. As informações são da Dow Jones.

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