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Oferta da Petrobrás vai a R$ 134 bi

Petrobrás aumenta o número de ações ofertadas para os investidores em geral, inclusive para quem atualmente não é acionista da empresa

Nicola Pamplona / RIO, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2010 | 00h00

A grande procura pelas novas ações da Petrobrás levou a empresa a ampliar o tamanho da capitalização. Em reunião realizada anteontem, o conselho de administração da companhia aprovou uma ampliação do limite de ações da oferta adicional, que pode ser aberta a todos os interessados, inclusive para quem hoje não tem aplicações na empresa.

Essa oferta adicional, que será feita depois da venda para os atuais acionistas, foi elevada de 10% para 20% do número total de ações oferecido na primeira fase. A mudança leva a capitalização a R$ 133,7 bilhões, em valores de quinta-feira.

Segundo fontes próximas ao processo, a decisão de ampliar a oferta adicional foi tomada como resposta à grande procura dos investidores pelos papéis. Anteontem, foi concluído o prazo para reserva de ações da oferta prioritária, primeira fase da capitalização, que dá preferência aos atuais acionistas da companhia. Não há, porém, dados oficiais sobre o movimento.

Notícias do mercado, porém, apontam que foi grande a procura por papéis nos últimos dias do período de reserva. Conforme uma fonte, apesar de muitas dúvidas em relação ao processo, os atuais acionistas optaram por não ficarem de fora da oferta prioritária. Para especialistas, os baixos preços das ações, que despencaram desde o início do ano, colaboraram com o apetite dos investidores.

A capitalização foi dividida em três etapas. Além da oferta prioritária, que pode englobar até 80% das novas ações que serão emitidas pela estatal, haverá uma oferta de varejo, com preferência para empregados da empresa. A oferta adicional, última etapa, consiste na emissão de um volume extra de novas ações para satisfazer eventual demanda não atendida nas duas primeiras etapas, além de investidores que ainda não têm ações da companhia.

A quantidade inicial da oferta global de ações é de 2,174 bilhões de novas ações ordinárias (ON, com direito a voto) e 1,585 bilhão de preferenciais (PN). Desse total, 434,8 milhões de papéis ON e 317,1 milhões de PN fazem parte do lote adicional de 20% da oferta global.

Considerando as cotações de quinta-feira, o aumento do limite do lote adicional de ações leva o teto da capitalização a R$ 133,7 bilhões, valor 8,7% superior ao máximo que a oferta alcançaria sob as condições anteriores - R$ 123 bilhões. O valor considera que o lote suplementar será todo vendido. A estatal tem autorização de seus acionistas para emitir até R$ 150 bilhões.

O valor final dependerá do processo de formação de preços das novas ações, chamado bookbuilding. O preço por ação será aprovado pelo conselho de administração da companhia em reunião no dia 23.

Ontem, as ações ON da empresa subiram 0,73%, fechando na máxima de R$ 30,19, e as PN avançaram 0,30%, fechando a R$ 26,44.

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