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Oferta maior de alimentos desacelerou inflação em maio

A desaceleração da alta da taxa do Índice Nacional de Preços Consumidor Amplo (IPCA) na passagem de abril para maio, de 0,55% para 0,37%, foi motivada, sobretudo, pelo aumento da oferta de produtos alimentícios diante de uma safra recorde em 2013 e da melhora do clima, que favoreceu a colheita dos in natura e pela desoneração de uma cesta de produtos pelo governo.

FERNANDA NUNES, Agencia Estado

07 de junho de 2013 | 10h45

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por causa de uma oferta maior de alimentos os preços subiram com menos intensidade em maio do que em abril. Ainda assim, a inflação medida pelo IPCA atingiu em maio o teto da meta, estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 6,50%. Em abril, essa taxa acumulada em 12 meses estava em 6,49%.

"Houve uma mudança de tendência na inflação dos alimentos. Não é possível saber o quanto tem a ver com a safra e o quanto, com a desoneração", afirmou a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes do Santos.

Os únicos grupos que aceleraram a alta, na passagem de abril para maio, foram os de habitação (de 0,62% para 0,75%), após o reajuste da taxa de água e esgoto em São Paulo, Goiânia e Belo Horizonte; vestuário (de 0,65% para 0,84%); e comunicação (de -0,32% para 0,08%)

Embora o grupo habitação esteja entre as contribuições positivas na formação no IPCA de maio, no ano, acumula queda de 0,75%, por causa da redução da tarifa de energia concedida no primeiro trimestre. Em 12 meses, habitação (2,66%) apresenta uma das menores taxas entre os grupos e foi um dos que mais contribuiram para conter a inflação dentro do intervalo da meta do governo. O seu peso na formação do índice de inflação é de 14,18%.

Gasolina

Entre os produtos não alimentícios, as principais quedas registradas no IPCA foram da gasolina (de -0,41% para -0,52%), etanol (de 0,16% para -1,97%), passagem aérea (de -9,12% para -3,43%), telefone fixo (-1,06% para -0,37%) e automóvel novo (de -0,12% para -0,16%).

A coordenadora do IBGE destacou a gasolina como a principal queda entre os produtos não alimentícios, por causa do seu peso na formação do IPCA, de 3,93%. O impacto foi de -0,02 ponto porcentual.

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