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Oferta pode prejudicar recompra de ações da Telefónica

Proposta de compra da GVT pela subsidiária brasileira pode refletir no mercado financeiro europeu

Reuters,

08 de outubro de 2009 | 12h17

A Telefónica parece posicionada para o sucesso com sua oferta de 2,6 bilhões de euros (US$ 3,7 bilhões) pela operadora de telefonia fixa brasileira GVT, mas isso envolveria o uso de reservas de caixa que alguns analistas esperavam que viessem a financiar uma recompra generosa de ações. A subsidiária de telefonia fixa do grupo espanhol em São Paulo, Telesp, apresentou na quarta-feira uma oferta de aquisição da GVT ao preço de R$ 48 por ação, 15% acima da oferta anunciada pelo grupo francês Vivendi um mês atrás.

 

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"Uma aquisição como essa poderia decepcionar os investidores que antecipam fortes retornos de caixa via dividendo e recompra de ações no dia do investidor da Telefónica (9 de outubro)," afirmaram analistas do Deutsche Bank em notificação a clientes.

 

A expectativa era a de que a Telefónica oferecesse projeções, um generoso dividendo e uma possível oferta de recompra de ações no valor de até três bilhões de euros (US$ 4,41 bilhões), na reunião da sexta-feira.

 

A maior operadora europeia de telecomunicações não deve ver sua oferta superada pela Vivendi, porque o grupo francês não poderia explorar as potenciais sinergias propiciadas pela longa presença da Telefónica no Brasil via Telefônica (Telesp) e Vivo, sua subsidiária brasileira de telefonia móvel.

 

"Não acreditamos que uma oferta de 2,6 bilhões de euros (US$ 3,7 bilhões) ameace o dividendo da Telefónica, qualquer recompra planejada ou sua classificação de crédito; na verdade, é possível que a empresa faça uma oferta melhorada de recompra para compensar os investidores," afirmaram analistas do Citigroup em nota a clientes.

 

Um anúncio de recompra propiciaria mais combustível às ações se os investidores o virem como gesto de confiança, e não como extravagância em um período de problemas econômicos mundiais.

 

Por outro lado, existem aqueles que acreditam que uma recompra já era esperada há tanto tempo que ela poderia ser incapaz de oferecer novo ímpeto para ações que já subiram em 20% este ano, ante a alta de sete por cento no índice DJ Stoxx de telecomunicações europeias.

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