Oferta pública da Alliar pode ser a primeira em mais de um ano

Oferta pública da Alliar pode ser a primeira em mais de um ano

De quinze a vinte companhias brasileiras na carteira de fundos de private equity estão próximas do desinvestimento e prontas para uma abertura de capital no Novo Mercado

Fernanda Guimarães e Luana Pavani, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2016 | 11h07

SÃO PAULO - A oferta de ações da empresa de diagnósticos por imagem Alliar, controlada pelo fundo Pátria e médicos, pode ser a primeira abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) em mais de um ano. Como antecipado pelo Broadcast, notícias em tempo real da Agência Estado, na semana passada, a oferta da Alliar reabriria a Bolsa brasileira para estreantes e também para a saída de fundos de private equity aos seus investimentos.

Segundo apurou o Broadcast, de quinze a vinte companhias brasileiras na carteira de fundos de private equity estão próximas do desinvestimento e prontas para uma abertura de capital no Novo Mercado, principal segmento de listagem da BM&FBovespa.

No caso da Alliar, os acionistas vendedores, segundo o prospecto, são os médicos Sergio Tufik e Roberto Kalil Issa, que colocarão na oferta a totalidade de suas ações, as quais representam, respectivamente, 23,36% e 17,29%  do capital da empresa. A operação também prevê novas ações em oferta primária, em quantidade ainda não divulgada.

Conforme o prospecto preliminar, fundos Pátria detêm 25,70% da companhia, e há também outro private equity na composição acionária, o Kinea, com fatia de 6,35. O quadro de acionistas se completa com Geraldo Mol Starling Filho, 6,15%; Cláudio Otávio Prata Ramos, 5,64%; outros administradores, com 0,45%; e uma parcela de ações em circulação de 14,98%.

O presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, disse recentemente que não estava descartado um IPO no fim deste ano, diante da expectativa de melhora da confiança dos investidores em relação ao Brasil. Segundo ele, existe uma grande expectativa em relação ao mercado de ações, visto que há um forte movimento de companhias represadas, que já somariam mais de 50.

Esperava-se para este ano o IPO do ressegurador IRB Brasil RE, mas a empresa preferiu deixar a oferta para 2017, por decisão de seus acionistas, quando esperam encontrar melhores condições no mercado.

 

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