Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Offshore criada pela fusão de JBS e Bertin tem gerente na Suíça

No país, tal serviço de gestão de empresas offshore não é raro, mas envolve na maioria das vezes contas no local

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

14 Junho 2017 | 05h00

GENEBRA - O gerente da empresa offshore criada pela fusão da JBS com o frigorífico Bertin, a Blessed, fica em Lugano, na Suíça. O Estado falou com o escritório de Andrea Prospero, que confirmou sua participação como “gerente”, sem dar detalhes.

A informação sobre a existência de Prospero foi revelada pelo site O Antagonista. Num contrato arquivado no cartório de Delaware (EUA), o suíço é quem assina pela Blessed Holdings.

Ao falar por telefone com a reportagem, o escritório de Prospero admitiu que a offshore não tinha base na Suíça. O “gerente”, por meio de suas assessoras, informou que não faria comentários porque não tinha “nada a dizer”.

O site do escritório indica que eles são especializados em “montar e administrar empresas na Suíça e no exterior; abrir contas bancárias, providenciando informações para lidar com bancos de primeira classe”. Outro serviço prestado por Prospero é o de consultoria fiscal.

Na Suíça, tal serviço de gestão de empresas offshore não é algo raro, mas envolve na maioria das vezes contas no país. De acordo com fontes do sistema financeiro, quando se escolhe um advogado como administrador, na realidade, a empresa é apenas de fachada.

Mistério. O Estado revelou que, desde 2009, a JBS tinha um sócio misterioso, a Blessed Holdings LLC, com sede em Delaware, paraíso fiscal nos EUA. Com a divulgação das delações dos irmãos Batista, que dizem ter contado tudo à Procuradoria-Geral da República, a expectativa era a de que, finalmente, o mistério seria esclarecido.

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