OGPar demite 40% da folha de pagamento

Empresa comunicou a CVM, ontem, sobre a redução no quadro de funcionários; segundo fontes, empresa teria afastado de 30 a 35 pessoas

MARIANA SALLOWICZ, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2015 | 03h15

RIO - Em meio a forte queda do preço do petróleo, a Óleo e Gás Participações (antiga OGX) anunciou nesta quarta-feira, 21, uma redução do quadro de funcionários, que representa aproximadamente 40% da sua folha de pagamento. A informação foi divulgada no início da noite pela petroleira de Eike Batista, que está em processo de recuperação judicial.

"Tal medida está em linha com os procedimentos que vem adotando a fim de preservar seu equilíbrio econômico financeiro", disse em fato relevante entregue à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, apurou com uma fonte a par do assunto que foram demitidos 35 funcionários de um total de 110 trabalhadores.

A empresa também anunciou a renúncia do diretor de produção, Reinaldo José Belotti Vargas, e a destituição do diretor de exploração, Gilberto Carvalho Lima. Belotti teria saído por problemas pessoais, enquanto Lima deixou a companhia em meio ao corte, informou a fonte.

Os preços do petróleo estão próximos do patamar mínimo dos últimos cinco anos. O barril negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) com contrato para fevereiro fechou cotado a US$ 47,78 ontem.

Justiça. Nesta quarta-feira, 21, o Ministério Público Federal (MPF) também informou que se opôs ao pedido de afastamento do juiz Flávio Roberto de Souza, da 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, no processo em que o empresário Eike Batista é acusado de manipulação de mercado e uso de informação privilegiada.

A defesa de Eike argumentou que, após o fim da primeira audiência, o juiz concedeu entrevista à imprensa, "antes mesmo do fim da instrução criminal", na qual revelou "seu comprometimento com a hipótese acusatória e quebra da garantia de parcialidade do juiz".

A posição do MPF foi entregue em parecer para o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). De acordo com o órgão, "a manifestação atende a rito do Judiciário de consultar previamente a interpretação do MPF no papel de fiscal da lei, e não como órgão de acusação".

"Nada proíbe que um juiz conceda entrevistas sobre feitos sob sua presidência e condução", afirma a procuradora regional da República Silvana Batini, no parecer. "A prática é comum, inclusive, com ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). A cautela recomenda que as declarações sejam cuidadosas, mas a exigência de transparência e o crescente interesse da população pela Justiça acabou por forjar um novo padrão de comunicação. O juiz não é mais um personagem hermético e recluso."

O pedido da defesa foi apresentado no início de dezembro, após a primeira audiência, que ocorreu em 18 de novembro. À época, foram ouvidas três de um total de 21 testemunhas.

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