OGX admite poço seco e ações caem até 2,40%

A OGX informou ontem que um poço do bloco BM-S-57, chamado de Niterói, perfurado na Bacia de Santos (BM-S-57), não contém reservas comerciais de petróleo. O primeiro insucesso assumido pela petroleira do grupo de Eike Batista foi mal digerido pelo mercado financeiro, fez ações da companhia despencarem na Bolsa de Valores de São Paulo, mas foi insuficiente para afetar os ânimos em relação à estratégia de longo prazo da companhia.

Kelly Lima / RIO, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2010 | 00h00

"Nenhuma campanha de perfuração tem 100% de acertos", comentou o analista do Banco do Brasil, Nelson Rodrigues de Mattos, lembrando que a empresa possui uma "história de sucesso". Somente em 2010 teve valorização de 2,63% enquanto o Ibovespa teve queda de 9,07% no período.

A empresa sentiu o impacto negativo do mercado tão logo anunciou que a perfuração do poço 1-OGX-12-SPS, localizado em águas rasas, não encontrou reservatórios comerciais. As ações tiveram queda imediata de 1,11%, enquanto o mercado caía 0,3%. Ao longo do dia, aumentou a queda para 2,40%, chegando a R$ 17,32, enquanto a bolsa atingia queda de 1,70%. No fim do pregão, os papéis recuperaram parte da perda em R$ 17,70, com 1,67% negativo, bem próximo da queda da Bolsa, de 1,81%.

Transparência. Para o analista Felipe Miranda, da Empiricus Research, a queda dos papéis foi natural, diante do clima ruim entre os investidores durante todo o mercado de sexta-feira. "As perspectivas para a OGX se mantêm intactas", diz. Segundo o especialista, ninguém contava com uma taxa de 100% de sucesso nas perfurações da companhia.

De acordo com o diretor de Exploração e Produção da OGX, Paulo Mendonça, a divulgação de ontem está em linha com a posição da empresa de "agir de forma transparente". "Em nossa percepção, o mercado entendeu a coerência que estamos buscando", afirmou.

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