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OGX avalia retomar produção do campo Tubarão Azul

Trabalhos foram suspensos em julho; petrolífera teve prejuízo de R$ 2,1 bilhões no 3º trimestre

Mônica Ciarelli, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2013 | 02h08

RIO - A OGX, petrolífera do grupo EBX que está em recuperação judicial, informou ontem ao mercado que avalia financeiramente a viabilidade do retorno da produção no campo de Tubarão Azul. Em julho, a companhia anunciou que suspenderia produção ao longo do ano de 2014 devido à vazão abaixo do esperado no poço.

No balanço do terceiro trimestre deste ano, a petrolífera explica que o estudo de viabilidade financeira do campo de Tubarão Azul considera o compartilhamento dos custos logísticos com o campo de Tubarão Martelo.

Entre julho e setembro, o campo atingiu uma produção de 27 mil barris de petróleo, bem abaixo da média verificada no trimestre anterior em função de problemas operacionais que vêm ocorrendo desde março de 2013.

União de ativos. A petrolífera OGX disse ontem ainda que solicitou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a união dos campos de Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia em uma área única de desenvolvimento, a ser chamada de Tubarão Tigre.

De acordo com a empresa, a justificativa encaminhada leva em consideração o fato de as áreas se situarem no mesmo contexto geológico, no mesmo bloco e possivelmente virem a ter que compartilhar o mesmo projeto.

A unificação dos três campos é uma alternativa para a OGX, que havia tentado suspender o desenvolvimento dos campos, mas não recebeu aprovação da agência reguladora.

Balanço. A OGX registrou prejuízo líquido de R$ 2,118 bilhões no terceiro trimestre de 2013, aumento de 516,4% sobre o resultado negativo do mesmo período do ano passado. que foi de R$ 343,6 milhões. A receita líquida da empresa foi de R$ 172,052 milhões, aumento de 14,2% na mesma base de comparação.

O caixa da OGX encolheu 90,55% entre o segundo e terceiros trimestres de 2013, de acordo com dados do balanço financeiro da petrolífera referentes ao terceiro trimestre de 2013.

O documento mostra ainda que a companhia fechou o terceiro trimestre com um passivo de empréstimos e financiamentos da ordem de R$ 8,9 bilhões. / COLABOROU EULINA OLIVEIRA, DE SÃO PAULO

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