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OGX dá adeus ao Ibovespa valendo R$ 0,13

A partir desta sexta-feira, 1.º de novembro, empresa de Eike Batista fica de fora deste e de outros nove índices; bolsa fechou em alta de 0,15%, com valorização de 3,67% em outubro

Economia & Negócios e Agência Estado - Atualizado às 18h50,

31 de outubro de 2013 | 17h46

SÃO PAULO - Em seu último dia como integrante do Ibovespa e de outros nove índices cotados na bolsa, a OGX terminou o pregão valendo R$ 0,13 - o fechamento mínimo do papel em sua história de mais de 5 anos na Bovespa. Ao longo do dia, chegou a valer ainda menos, R$ 0,11.

O Ibovespa, apesar da queda de 23,53% nos papéis da empresa de Eike Batista no dia, fechou em alta de 0,15%, aos 54.256 pontos. Em outubro, quarto mês seguido de ganhos, a bolsa valorizou-se 3,67%. No ano, no entanto, acumula 10,99% de perdas. 

Até esta quinta-feira, dentre 73 empresas que compunham o Ibovespa, as ações ordinárias da OGX eram as de 6.º maior peso, atrás somente de Petrobrás, Vale, Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil. Em 45 anos de história, é a primeira vez que uma recuperação judicial, como a da OGX, causa uma recomposição de índice como esta.

As negociações dos papéis da empresa, como estava previsto no Regulamento de Operações, foram suspensas - mas só durante a primeira e última horas do pregão. No final do dia, um procedimento especial (call de fechamento) foi realizado para definir o preço pelo qual a OGX abandonaria o Ibovespa. Sua participação será redistribuída pelas demais empresas integrantes do índice, de maneira proporcional.

Rebaixamento. A agência de classificação de risco Fitch rebaixou de C para D os ratings em moeda local e estrangeira da petrolífera de Eike Batista. Por meio de nota, a agência diz que o corte reflete o pedido de recuperação judicial da empresa.

A Fitch diz considerar bastante provável que a OGX perca algumas de suas concessões para a exploração de gás e petróleo. De acordo com a agência, o rating da empresa no futuro vai depender de sua capacidade de reter ativos e honrar suas dívidas enquanto estiver se reestruturando. 

Outros mercados. A Petrobrás fechou o dia em alta de 3,06% na ON e de 2,41% na PN. Vale também subiu, mas menos: Vale ON, +2,08%, e PNA, +0,83%.

O setor siderúrgico teve mais destaques, com o resultado do terceiro trimestre de Gerdau influenciando o setor. A empresa anunciou um lucro líquido de R$ 642 milhões no terceiro trimestre do ano, resultado 57,4% superior ao registrado em igual período do ano passado e 60,1% maior do que o visto no trimestre imediatamente anterior.

Metalúrgica Gerdau PN subiu 5,19%, e Gerdau PN 4,68%, respectivamente a segunda e terceira maiores altas do Ibovespa, atrás de MMX ON, com +41,67%. Usiminas encerrou em +1,71% na PNA e em +0,88% da ON. CSN subiu 2,01%.

Apesar do desempenho firme das blue chips e das siderúrgicas, a Bovespa operou em queda em boa parte do dia, pressionada pelas bolsas norte-americanas. Depois do comunicado menos suave divulgado ontem pelo Federal Reserve (o BC dos EUA), o dado de atividade industrial da região de Chicago reforçou a avaliação de que não dá para excluir dezembro das apostas para que o BC norte-americano inicie a retirada de estímulos à economia.

As bolsas acabaram caindo depois disso, mas depois passaram a operar perto da estabilidade, com pequenas altas e baixas. No fim, Dow Jones recuou 0,47%, S&P perdeu 0,38% e o Nasdaq teve baixa de 0,28%.

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