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OGX encontra indício de óleo e gás na Bacia de Santos

Bloco faz parte da concessão em que a OGX detém 65% de participação e a operadora Maersk Oil detém 35%

AE,

02 de outubro de 2009 | 10h44

A OGX Petróleo e Gás Participações anuncia nesta sexta-feira, 2, que encontrou indícios de óleo e gás (hidrocarbonetos) no poço 1-MRK-2A-SPS, localizado no bloco BM-S-29, nas águas rasas da Bacia de Santos. O bloco faz parte da concessão em que a OGX detém 65% de participação e a operadora Maersk Oil detém 35%.

 

"Essa evidência na bacia mais promissora do Brasil representa uma importante conquista para a OGX. A perfuração do poço 1-MRK-2A-SPS continua em andamento e a obtenção de novos dados será necessária para determinar a significância dos indícios", comenta em fato relevante Paulo Mendonça, Diretor Geral da OGX.

 

O poço está localizado no bloco BM-S-29 e se situa a aproximadamente 130 km da costa do estado de São Paulo, onde a lâmina d'água é de aproximadamente 100 metros. A sonda Sovereign Explorer, fornecida pela Transocean, iniciou as atividades de perfuração em 16 de agosto de 2009. A OGX fornecerá mais informações assim que novos dados estiverem disponíveis.

 

Perfurações em 2009

 

Mendonça informou que a empresa espera ter iniciado seis perfurações até o fim do ano. A OGX também espera ter perfurações em 50 poços em três anos. A primeira perfuração, iniciada em agosto, foi no BM-S-29 na Bacia de Santos em que foram encontrados indícios de hidrocarbonetos, informados hoje em fato relevante. A segunda começou em setembro no projeto Vesúvio, no BM-C-43, na Bacia de Campos. A próxima perfuração será também na Bacia de Campos, ao norte do projeto Vesúvio, disse Mendonça em entrevista coletiva após apresentação à Apimec no Rio.

 

O diretor financeiro, Marcelo Torres, disse na apresentação que a empresa tem reservas certificadas de 4,8 bilhões de barris e informou que a OGX espera um segundo relatório da certificadora para a segunda quinzena de outubro. Essa segunda avaliação está sendo feita com base em exames sísmicos em três dimensões e poderá rever o tamanho das reservas certificadas.

 

Em resposta a associados da Apimec, Mendonça declarou que não acredita que o acionista majoritário da OGX, Eike Batista, venha a vender o controle da companhia, mas não descartou associações com outras empresas para explorações de blocos. "O assunto petróleo está apaixonando Eike Batista. Ele perder o controle da companhia, eu não acredito", disse Mendonça.

 

O diretor geral também disse que "por enquanto, não há nenhum impacto do pré-sal na OGX". Em seguida, na entrevista, esclareceu que não é verdade que a companhia tenha áreas concedidas na chamada franja do pré-sal. "Estamos longe do pré-sal. Nossa carteira exploratória é no pós-sal. Se aparecerem oportunidades no pré-sal, vamos avaliar", afirmou.

 

Mendonça e Torres disseram que a companhia está capitalizada e tem recursos para aproveitar oportunidades que surgirem e eventualmente fazer aquisições. "Estamos preparados para ir à leilão (da ANP)", afirmou Mendonça, completando que espera novo leilão de áreas para exploração e produção de óleo e gás para o ano que vem.

 

Mendonça informou ainda que há uma estimativa de que o petróleo em reservas certificadas, antes da perfuração, valha cerca de US$ 4 por barril, passando a entre US$ 12 e US$ 15 depois de confirmado em perfurações.

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