OGX estréia com alta de 8,31%; Ibovespa cai

Em Wall Street, o Dow Jones subiu 1,37%, aos 12.307,4 pontos, o S&P avançou 1,50% e o Nasdaq, 2,09%

Claudia Violante, da Agência Estado,

13 de junho de 2008 | 17h46

A estréia das ações da OGX no Novo Mercado impediu que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tivesse um pregão fraco, com volume pífio. A oscilação marcou a última sessão da semana, com o índice dividido entre o vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira e a venda de estrangeiros, de um lado, e as boas notícias corporativas - entre elas uma nova descoberta da Petrobras - de outro.   Veja também: Petrobras anuncia nova reserva no pré-sal A exploração de petróleo no Brasil  Preço do petróleo em alta       O Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - encerrou em baixa de 0,17%, aos 67.203,5 pontos. Oscilou hoje entre a mínima de 66.906 pontos (-0,61%) à máxima de 67.885 pontos (+0,84%). Na semana, acumulou perdas de 3,70%, no mês, de 7,42% e, no ano, tem alta de 5,19%. O volume financeiro de R$ 7,026 bilhões (preliminar) registrado hoje foi inflado pela OGX, que respondeu, sozinha, por R$ 2,537 bilhões deste total.   Em Wall Street, o Dow Jones subiu 1,37%, aos 12.307,4 pontos, o S&P avançou 1,50% e o Nasdaq, 2,09%, ajudados pelo núcleo do índice de inflação ao consumidor em linha com as projeções. Juntamente com a queda do petróleo, o indicador deu trégua às preocupações de estagflação que permearam os negócios ao longo desta semana. O contrato para julho do petróleo encerrou em baixa de 1,37%, aos US$ 134,86.   A influência positiva de Wall Street serviu apenas de moldura hoje, assim como a confirmação, pela Petrobras, da descoberta de mais petróleo, desta vez no poço de Guará. O impacto foi fraco nas ações porque ainda se discute se essa descoberta já teria sido anunciada e se seria parte de outra estrutura, no caso, a do poço Carioca. Além disso, os analistas querem é saber qual o potencial das últimas descobertas, e não apenas que elas existem, e também quando é que o óleo começará a jorrar. Com isso, a alta das ações foi menor do que costuma ocorrer quando há estes anúncios. Petrobras ON subiu 1,96% e Petrobras PN, 1,59%.   No caso da OGX, embora os papéis tenham disparado, eles não integram o Ibovespa e, por isso, não influenciam o fechamento. Estas ações encerraram em alta de 8,31%, a R$ 1.225,00. Foi o maior IPO da história no País, com R$ 6,711 bilhões, superando os R$ 6,6 bilhões registrados pela Bovespa Holding no ano passado. O papel saiu no topo da faixa de preço sugerido, a R$ 1.131. Segundo fontes, a demanda pelos papéis superou 10 vezes a oferta e a maior parte dos títulos foi comprada por investidores estrangeiros.   Como contraponto, Vale fechou novamente em queda. Logo cedo, a Mitsui anunciou a injeção de recursos na empresa por meio da Valepar (controladora da Vale). Serão US$ 693 milhões direcionados para a oferta pública de ações da companhia. A saída dos estrangeiros afetou os papéis, ainda prejudicados pelo exercício na próxima semana e pela perspectiva de que a faça uma aquisição, elevando seu endividamento. Hoje, o diretor financeiro e de relações com investidores da mineradora, Fábio Barbosa, afirmou que a companhia pretende, sim, ir às compras, que é uma forma de complementar o crescimento orgânico da empresa. Vale ON subiu 0,12% e Vale PNA caiu 1,33%.   As ações da BrT e Oi caíram: Brasil Telecom Par PN, -7,91%, a maior do Ibovespa, e Tele Norte Leste PNA, -2,26%. Ontem, a Anatel aprovou, por unanimidade, do novo Plano Geral de Outorgas (PGO) para o setor de telefonia com as alterações necessárias para que a OI possa comprar a Brasil Telecom. O PGO irá agora para a consulta pública, por um período de 30 dias.

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