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OGX receberá aporte de US$ 200 mi

Demissão do atual presidente teria sido uma das exigências dos investidores

IRANY TEREZA, O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2013 | 02h16

A OGX, petroleira de Eike Batista, acertou ontem, com um grupo de investidores norte-americanos, os termos iniciais de um acordo que terá como consequência imediata a injeção de cerca de US$ 200 milhões na companhia. De acordo com uma fonte ouvida pelo 'Broadcast', serviço em tempo real da 'Agência Estado', a demissão do atual presidente da OGX, Luis Carneiro, foi uma das condições para o acordo. O diretor jurídico, José Roberto Faveret, também deixou o cargo. O restante da área técnica será mantido.

Em fato relevante divulgado ontem à noite, a OGX informou que o executivo Paulo Narcélio Simões Amaral assumirá o comando da petroleira, acumulando os cargos de diretor financeiro e de relações com investidores que já ocupa desde o dia 23 de setembro deste ano. Antes da atuar na OGX, Narcélio ocupava a função de diretor financeiro na empresa de internet Locaweb. Também já passou pela diretoria de companhias como Spring Wireless, Brasil Telecom, UOL e TIM.

O executivo Ricardo K., da Angra Partners, que está coordenando o processo de reestruturação do grupo, já foi presidente da Brasil Telecom.

Dinheiro novo. Os US$ 200 milhões de novos recursos que serão aportados na OGX serão integralmente destinados ao desenvolvimento dos campos de Tubarão Martelo e do BMS-4, área na Bacia de Santos que abriga os prospectos de Atlanta e Oliva.

De acordo com fonte ouvida pelo Broadcast, com o dinheiro novo será possível iniciar a produção em Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, em meados de novembro. A produção é tida como um dos trunfos da petroleira para tentar debelar a crise de confiança que fez as ações da companhia perderem, somente este ano, mais de 92% em valor de mercado. Ontem, em meio aos rumores sobre o fechamento de um acordo, as ações subiram quase 50%. Mesmo assim, fecharam com a cotação de apenas R$ 0,34.

No total, apenas em bônus no mercado internacional a OGX tem dívida de US$ 3,6 bilhões. A OGX contratou como assessores o banco Lazard e o grupo de investimentos Blackstone para coordenar as discussões com os detentores de bônus.

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