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Oi adia oferta por ações e busca novo plano

Se oferta pública fracassar, principais sócios voltam a negociar entre si

Irany Tereza e Nilson Brandão Junior, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2021 | 00h00

A Telemar Participações, controladora da empresa de telefonia Oi, deve anunciar hoje o adiamento para 5 de outubro da oferta pública de ações preferenciais da companhia. É a terceira vez que a companhia remarca o leilão. Previsto inicialmente para o dia 14 de agosto, já foi adiado para 6 de setembro e, em seguida, para 25 de setembro. A recompra das ações é um passo fundamental na reestruturação societária da empresa - etapa importante no redesenho do setor de telecomunicações no Brasil. Segundo fontes ligadas ao processo, caso a operação não seja bem sucedida, a empresa deve partir para uma reestruturação interna, um rearranjo mais complicado de ser resolvido entre os sócios. A empresa é controlada por um grupo eclético, incluindo Andrade Gutierrez, GP Investimentos, Grupo La Fonte (de Carlos Jereissati) e fundos de pensão de estatais, com uma longa história de disputa societária.Orçada em R$ 12,7 bi, a oferta para recomprar as ações PNs no mercado faz parte da estratégia de diminuir as participações minoritárias para facilitar futuras negociações. Para que a oferta tenha sucesso, é necessária a adesão de dois terços dos preferencialistas. Até aqui, a Oi enfrentou dificuldades para obter financiamento bancário para fazer a oferta. Mas, agora, o problema é convencer fundos de investimentos estrangeiros a aceitar a proposta.O novo comunicado deverá fixar a oferta a R$ 45 por ação, um aumento em relação aos R$ 35,09 da proposta anterior. Antecipando o novo adiamento, o mercado reagiu ontem com uma forte queda das ações preferenciais da empresa: -4,31%, num dia em que a Bolsa caiu 0,62%.Antes, os controladores da Oi/Telemar esperavam gastar entre R$ 11,1 bi e R$ 11,4 bi na oferta. Agora, além do aumento para R$ 12,7 bi, terão de arcar com a elevação do custo do financiamento que está sendo captado no exterior, por causa da alta de juros decorrente da crise internacional. De acordo com fontes ligadas ao processo, os bancos já garantiram o financiamento, mas o acordo ainda depende de ajustes. A idéia é que a companhia faça um empréstimo-ponte por dois anos e, ao final deste período, acerte um refinanciamento de dez anos. Se a oferta for bem sucedida, os passos seguintes serão a venda pulverizada de todas as ações na Bolsa.A grande dúvida sobre o destino da oferta é o interesse de sete grande fundos norte-americanos - responsáveis pelo fracasso da tentativa de venda das ações dos controladores, feita no final do ano passado. A partir daí, a Telemar adotou nova estratégia para recomprar os papéis preferenciais no mercado americano, mas ainda não é certo que tenha sucesso.

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