Oi avalia como 'descabida' oferta de Isabel dos Santos

Oi avalia como 'descabida' oferta de Isabel dos Santos

Proposta de compra da PT SGPS feita por empresária angolana pedia mudanças nos termos da fusão entre Portugal Telecom e Oi

O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2014 | 02h01

O Conselho de Administração da operadora de telecomunicações Oi disse na segunda-feira que a oferta pública de aquisição (OPA) da empresária angolana Isabel dos Santos pela Portugal Telecom SGPS era "inaceitável" porque promoveria mudanças nos termos da fusão da Oi com a companhia portuguesa.

O conselho afirmou ter decidido por unanimidade rechaçar quaisquer propostas para alteração dos termos da união com a Portugal Telecom SGPS, reforçando a posição da diretoria da Oi de considerar "descabida" qualquer mudança nesse sentido. "A Oi considera inaceitáveis (as condições) e confirma que não efetuará qualquer modificação nos atos societários, contratos definitivos e demais instrumentos firmados para atender qualquer das condições estipuladas na OPA", disse o comunicado.

Filha do presidente da Angola, Isabel dos Santos é dona da Terra Peregrin, grupo registrado em Portugal que lançou no domingo uma OPA sobre a totalidade do capital da Portugal Telecom SGPS, mediante a oferta de 1,35 por ação.

A investida da Terra Peregrin busca fazer de Isabel uma das principais acionistas na companhia combinada, de acordo com uma pessoa próxima à empresária.

A Oi tem dito que pode vender seus ativos portugueses para reduzir dívida. Entretanto, uma das condições da oferta da Terra Peregrin pela Portugal Telecom SGPS era de que a Oi não vendesse esses ativos.

Mas Isabel dá indícios de que pode mudar essas condições. Embora lamente a posição da Oi, um porta-voz da investidora afirmou ao Jornal de Negócios, de Portugal, que ela tem interesse em tornar a compra possível. "Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para concretizá-la."/ REUTERS e AGÊNCIA ESTADO

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