Oi e Brasil Telecom teriam fechado acordo, dizem fontes

Acionistas alcançam acordo verbal para colocar um fim a pendências judiciais no Brasil e no exterior

Michelly Teixeira, da Agência Estado,

28 de março de 2008 | 11h04

A disputa societária que emperrava a compra da operadora de telefonia Brasil Telecom (BrT) pela também operadora Oi (ex-Telemar) parece ter chegado a um fim. O Citigroup, Opportunity e fundos de pensão, acionistas em ambas as empresas, alcançaram na noite de quinta-feira, 27, um acordo verbal para colocar um fim a todas as pendências judiciais, no Brasil e no exterior, de acordo com fontes diretamente envolvidas na operação.   Veja também: Megafusão de teles   Os grupos à frente da negociação para a compra da BrT - Andrade Gutierrez, de Sérgio Andrade, e La Fonte, de Carlos Jereissati - haviam fixado a quinta-feira como prazo limite para os demais sócios entrarem em um acerto.   Segundo fonte ligada ao bloco de controle do grupo Oi, a retirada das ações judiciais "destrava o processo e permite prosseguir com a operação de compra". Ele observou que o acerto entre Citi, Opportunity e fundações para retirar as pendências judiciais deverá ser rápido, já que suas documentações estão bastante avançadas.   O fato relevante formalizando a compra deve sair nos próximos dias, podendo ser publicado já na semana que vem, conforme outro interlocutor. Porém, a assinatura do contrato entre as empresas estará condicionada à mudança do Plano Geral de Outorgas (PGO), decreto-lei que hoje proíbe a união entre teles de áreas de concessão diferentes. Essa mudança na regulamentação já está sendo preparada pelo governo.   Conforme uma das fontes, também estão em estágio "bastante avançado" os acertos envolvendo a governança corporativa da nova empresa e a documentação referente à compra da BrT, que deve girar entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5,2 bilhões pelo bloco de controle da Oi.   Embora tenha se mostrado satisfeito com o fato de a principal trava à operação ter sido derrubada, esta fonte observou que os compradores só poderão comemorar realmente quando os órgãos reguladores aprovarem a operação e o "cheque for descontado".

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