Paulo Vitor/AE
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Oi estuda captação de R$ 2,5 bilhões ainda neste mês

A tele em recuperação judicial avalia emissão de dívida e um empréstimo em instituição financeira

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2019 | 08h40

Em recuperação judicial, a Oi espera levantar até R$ 2,5 bilhões em uma operação de captação de recursos que será estruturada neste mês, segundo apurou o Estadão/Broadcast

O caminho para chegar ao dinheiro está sendo discutido pelos dirigentes da companhia e, entre as opções em estudo, estão um aumento de capital, a emissão de dívida com ou sem garantia e um empréstimo via agência de fomento.

"É difícil dizer nesse momento (qual será o instrumento). Ainda é o início da discussão", disse uma fonte a par das negociações. A previsão é de a Oi fechar com a instituição financeira até a próxima semana e bater o martelo sobre o instrumento de captação até o fim do mês.

A Oi publicou um comunicado nesta segunda-feira, 2, informando que nas últimas semanas tem recebido diversas instituições financeiras para discutir o formato da captação de recursos.

O plano de recuperação judicial aprovado pelos credores da tele no fim de 2017 previa um aumento de capital de R$ 4 bilhões, já realizado no início deste ano. No entanto, esse aporte foi insuficiente para fazer frente ao plano de investimentos de R$ 7 bilhões por ano, dedicado à expansão das redes de banda larga e 4G. A queda na receita e o acúmulo de prejuízos nos últimos balanços agravaram a situação da operadora.

Por isso estão sendo estudadas outras duas opções também autorizadas pelo plano de recuperação judicial e que poderiam atrair mais R$ 4,5 bilhões para a tele, sendo R$ 2,5 bilhões via mercado de capitais e R$ 2 bilhões em uma linha de crédito para importação de equipamentos. O foco dos dirigentes agora é a primeira opção, disseram fontes.

Venda de ações

Em paralelo, a direção da Oi procura acelerar a venda de ativos. A companhia divulgou em julho um plano estratégico que prevê arrecadar entre R$ 6,5 bilhões e R$ 7,5 bilhões até o fim de 2021 com a venda de ativos considerados não estratégicos. O principal da lista é a fatia de 25% no capital da operadora angolana Unitel, avaliada em cerca de US$ 1 bilhão - a tele recebeu duas propostas pelas ações da empresa.

A lista de alienações também tem torres de telefonia, data centers e imóveis. A empresa terminou junho com R$ 4,296 bilhões em caixa, uma redução de 31,5% em relação ao primeiro trimestre de 2019. 

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