Oi não propõe nenhum condicionante à Portugal Telecom

Presidente da empresa informou que a Oi não propôs nenhum condicionante à Anatel para facilitar a aprovação da entrada da Portugal Telecom no bloco de controle da operadora brasileira

Karla Mendes, da Agência Estado,

27 de outubro de 2010 | 12h55

A Oi não propôs nenhum condicionante à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para facilitar a aprovação da entrada da Portugal Telecom (PT) no bloco de controle da operadora brasileira. A informação foi dada nesta quarta-feira, 27, pelo presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, em entrevista à Agência Estado, antes de o executivo iniciar sua apresentação na Futurecom. "Tivemos 19 condicionantes para comprar a Brasil Telecom. A Vivo teve três".

"Não dá para comparar. Está entrando um sócio, não tem condicionante", ressaltou Falco. O executivo se referiu aos condicionantes apresentados pela Telefónica à Anatel e acatados pelo órgão regulador para a concessão da anuência prévia para a compra da participação da PT na Vivo pelo grupo espanhol. "Quando a gente tiver comprando alguma coisa, como foi o caso nosso da Brasil Telecom e do espanhol com a Vivo, aí sim, tem ganho de sinergia (o que justificaria condicionantes). Eu não estou tendo ganho nenhum. Está entrando um sócio", destacou.

Falco criticou a pressão do mercado por imposição de condicionantes à Oi. "Tem gente que gosta de ficar me dandocondicionante. Eu já ganhei 19. Se somar todos os condicionantes de todo mundo, eu tenho 10 vezes mais", afirmou.

Questionado se a companhia está confiante em relação à aprovação da anuência prévia para a entrada da PT no bloco de controle da Oi na sexta-feira (29) pelo Conselho Diretor da Anatel, Falco afirmou: "Como é que vamos dizer que vai ser tranquilo? Quem manda é a autoridade".

Diferença

Uma fonte do setor disse à Agência Estado que a apresentação do presidente da PT, Zeinal Bava, na Futurecom, deixou nítida a diferença entre a empresa brasileira e o grupo português na forma de condução dos negócios. "Primeiro porque (os portugueses) estão dispostos a colocar dinheiro (na empresa), assim como a Vivendi está fazendo com a GVT", comparou. A segunda diferença, segundo essa fonte, é a visão de longo prazo para os investimentos e o foco na inovação de produtos e serviços. "A visão da PT é de operação de longo prazo, investimento em longo prazo e de segmentação do negócio. A visão de inovação da PT também é diferente, pois enquanto a Oi acompanha o que está sendo ditado pelo mercado, a PT puxa o mercado", explicou.

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