Hugo Correa/Estadão
Hugo Correa/Estadão

Oi pedirá esclarecimento a Bava sobre auditoria

Após relatório da PwC, a operadora Oi informou que vai questionar ex-presidente sobre aplicação na Rioforte

Mariana Sallowicz, Mônica Scaramuzzo, O Estado de S. Paulo

13 de janeiro de 2015 | 08h22

A Oi divulgou nesta segunda-feira, 12, comunicado em que declara que vai pedir esclarecimentos a Zeinal Bava, ex-presidente da companhia e do conselho de administração da operadora PT Portugal, após a divulgação de relatório da PwC sobre as aplicações da holding PT SGPS em entidades do Grupo Espírito Santo (GES). 

O Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, antecipou, em outubro, que a auditoria apontaria que o executivo estava ciente do investimento da PT em títulos podres da Rioforte. “Vamos questionar formalmente o Bava para saber se ele sabia mesmo”, disse ao Estado uma fonte a par do assunto.

Desde quando o caso veio à tona, Bava sempre negou que tinha informações sobre a operação. Na semana passada, a PT SGPS divulgou o relatório e, embora a PwC não tenha apontado o responsável pela aplicação da operadora na Rioforte, o documento detalha em ordem cronológica que o alto escalão da PT e do Banco Espírito Santo (BES) sabiam das operações na Rioforte.

A Oi informou que tomou conhecimento do teor do resultado das análises realizadas pela PwC no dia 8 e diz que vem centrando seus esforços no apoio à apuração dos fatos e que tomará as medidas pertinentes para o esclarecimento do caso. A tele informou ainda que “agiu com elevados padrões de diligência para preservar a companhia e seus acionistas”.

A empresa reiterou que não foi informada nem participou das decisões relativas às aplicações na Rioforte, que foram implementadas antes da subscrição e da integralização do capital da Oi pela PT SGPS, ocorridas no fim de abril e início de maio de 2014, respectivamente.

A PwC aponta que, em março de 2014, houve reunião no BES entre Luís Melo (principal executivo financeiro da PT SGPS), Carlos Cruz (diretor financeiro da PT SGPS) e o principal executivo financeiro do BES, Amílcar Pires, sobre a continuação das aplicações existentes na Rioforte. 

De acordo com o documento, “Melo refere que a reunião ocorreu a pedido de Henrique Granadeiro (então presidente da PT)”. Pires, no mesmo documento, disse que “a reunião ocorreu a pedido de Ricardo Salgado (presidente do BES) e que este teria afirmado que, no essencial, já estaria tudo acordado sobre o tema entre Salgado, Granadeiro e Bava”.

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