Oi pode ajustar investimentos a plano da Anatel

A Oi afirmou ontem que a suspensão das vendas de novas linhas da empresa em cinco Estados brasileiros foi recebida com surpresa, mas não representou uma ação "imprópria" da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). "A Anatel tem um regime de sanções. Dessa vez, a aplicação foi diferenciada porque interferiu na atividade usual do consumidor", diz João de Deus Ribeiro de Macedo, diretor de planejamento da Oi.

O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2012 | 03h07

A companhia informou também que já tem uma reunião agendada para hoje com a agência para apresentar sua previsão de investimentos para os próximos quatro anos, que somam R$ 24 bilhões. De acordo com Macedo, a conversa com a Anatel servirá para definir possíveis ajustes nos planos já traçados.

O executivo afirmou também que os cinco Estados que deverão ter as vendas suspensas a partir de segunda-feira (Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Roraima e Amapá) representam 5% da base de 45 milhões de clientes de telefonia móvel da Oi. Como a expectativa é crescer a base nesses locais entre 2% e 3% por mês, a empresa deixaria de angariar no máximo 67,5 mil clientes, caso a sanção da Anatel dure 30 dias.

Moraes diz que é o impacto será relativamente pequeno, até porque a Oi atua com quatro diferentes produtos (telefonia móvel, celular, internet e TV por assinatura). A medida impactaria apenas as receitas de telefonia móvel, que hoje respondem por um terço do faturamento da Oi.

Entre os argumentos que a empresa deverá mostrar à Anatel está o investimento no Rio Grande do Sul, que somou R$ 240 milhões em 2011. A Oi considera que a média das reclamações nos últimos 18 meses, critério usado pela Anatel para definir a restrição de vendas, não reflete a realidade do atendimento da companhia em território gaúcho nos últimos meses. / F.S.

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