Nacho Doce/Reuters
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Oi: Relator vota a favor de venda de redes móveis para concorrentes, mas julgamento é suspenso

Julgamento foi suspenso após um pedido de vista (mais tempo de análise) do conselheiro da Anatel Vicente Bandeira de Aquino Neto

Amanda Pupo, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2022 | 11h53

BRASÍLIA - Relator do processo do pedido da Claro, Telefônica (dona da Vivo) e TIM para a operação de venda de redes móveis da operadora Oi, o conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) Emmanoel Campelo votou para dar aval ao procedimento, acompanhado, por sua vez, de condicionantes e compromissos a serem assumidos. 

O julgamento do caso, no entanto, foi suspenso após um pedido de vista (mais tempo de análise) do conselheiro Vicente Bandeira de Aquino Neto. "Entendo a importância dos processos para a recuperação judicial da Oi, mas gostaria de avaliá-las mais detidamente", afirmou.

 

Em seu voto, Campelo sugeriu uma série de compromissos para o avanço do negócio. Entre eles está a apresentação de um plano de comunicação aos consumidores, desenvolvido pelas três empresas compradoras. O documento precisará conter, por exemplo, informações acerca do direito do cliente para escolher seu plano e opção de fidelização, mediante consentimento prévio e expresso. Deverá ainda ser contemplada expressamente a garantia do direito de portabilidade a qualquer momento; entre outros pontos. 

Segundo o voto do relator, a transferência de uso de radiofrequência de serviço móvel pessoal da Oi fica condicionada à comprovação da regularidade fiscal, ao recolhimento do preço público e à apresentação de plano de transferência de recursos de numeração. Ele também segure a determinação de que, num prazo de 18 meses, seja efetuada a eliminação de sobreposição a ser percebida entre as autorizações do serviço móvel pessoal da Oi e das SPEs.

A concessão da anuência prévia à transferência de controle das SPEs também terá condicionantes, como, novamente, a comprovação de regularidade fiscal, à apresentação de acordos e compromissos que viabilizem o atendimento da meta do Plano Geral de Metas de Universalização, e à apresentação das garantias referentes aos compromissos de abrangência ainda pendentes de atendimento.

Restaria ainda a determinação para que, num prazo de 18 meses, seja eliminada a sobreposição entre as autorizações de SMP das SPEs e das compradoras.

Ainda em relação aos "remédios" para evitar riscos competitivos, Campelo sugere a realização de ofertas de Referência de Produto de Atacado (ORPA) para redes virtuais, ofertas de Referência de Produto de Atacado (ORPA) para roaming nacional, e compromissos de utilização do espectro autorizado. 

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