Oi reverte lucro e registra prejuízo de R$ 447 milhões no 1º tri

Empresa teve resultado inverso em relação ao mesmo período do ano anterior, quando lucrou R$ 228 milhões; dívida da operadora soma R$ 32,5 bilhões

Mariana Sallowicz, O Estado de S. Paulo

07 Maio 2015 | 10h00

A operadora de telefonia Oi encerrou o primeiro trimestre de 2015 com prejuízo consolidado de R$ R$ 447 milhões, ante lucro de R$ 228 milhões registrado no mesmo trimestre do ano passado. A empresa também informa um prejuízo líquido das operações continuadas de R$ 414 milhões no trimestre.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado totalizou R$ 2,011 bilhões, o que representa uma queda de 34,6% ante o registrado um ano antes. A margem Ebitda foi em 28,6%, recuo de 14,7 pontos porcentuais ante a margem de 43,3% apurada no mesmo intervalo de 2014.

A receita líquida somou R$ 7,040 bilhões entre janeiro e março, recuo de 0,9% em 12 meses.

A receita total das operações brasileiras caiu 0,5% em relação ao primeiro trimestre de 2014 para R$ 6,841 bilhões, e a receita das outras operações internacionais (África) reduziu 11,4% para R$ 199 milhões no mesmo período devido à descontinuação das operações de Cabo Verde.

A Oi registrou despesas financeiras líquidas de R$ 1,269 bilhão no período de janeiro a março, um aumento de 6,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Dívida. A dívida líquida da Oi somou R$ 32,557 bilhões no primeiro trimestre deste ano, aumento de 6,5% em relação ao quarto trimestre de 2014 e de 7,5% ante os três primeiros meses do ano passado, conforme balanço divulgado nesta quinta-feira, 7, pela companhia.

De acordo com a operadora, o crescimento na comparação com o trimestre imediatamente anterior ocorreu principalmente em função do pagamento anual da taxa para o Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel) de manutenção, do pagamento não-recorrente de imposto sobre os juros sobre capital próprio intercompany (entre empresas do grupo), dos quais a maior parte será revertida para a Oi como crédito fiscal no futuro, e das despesas financeiras. Além disso, a tele informou que o capital de giro aumentou, impactado pelo atual ambiente macroeconômico mais adverso.

A empresa registrou ainda dívida bruta consolidada de R$ 34,637 bilhões no primeiro trimestre, aumento de 4% na comparação com os três últimos meses de 2014 e de 0,5% comparativamente ao mesmo trimestre do ano anterior.

A parcela da dívida em moeda estrangeira representou 51,8% da dívida total no primeiro trimestre, praticamente sem exposição a flutuações do câmbio (abaixo de 0,1%). O prazo médio da dívida é de aproximadamente 3,7 anos.

Conforme mencionado no último trimestre, a empresa destacou que os acionistas da Oi e da Portugal Telecom SGPS aprovaram a venda da PT Portugal. "Portanto, até que a venda seja concluída, os ativos e passivos da PT Portugal são classificados como ativos mantidos para venda e passivos associados a ativos mantidos a venda, respectivamente, não fazendo parte da dívida consolidada da Oi em 31 de março de 2015". 

Base de clientes. A Oi encerrou o primeiro trimestre do ano com 10.703 mil clientes de telefonia fixa no segmento residencial, queda de 7,4% em comparação ao mesmo período de 2014 e de 2,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior, com desconexões líquidas de 254 mil linhas fixas no trimestre.

Já a base de clientes móveis da Oi terminou março com 50.410 mil unidades geradoras de receitas (UGRs), sendo 47.940 mil no segmento de mobilidade pessoal e 2.470 mil no segmento corporativo e pequenas e médias empresas. O resultado foi uma queda de 0,4% na comparação com o mesmo período de 2014. A Oi registrou 5,6 milhões de adições brutas e 530 mil desconexões líquidas no primeiro trimestre deste ano. 

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