OIE declara 10 Estados brasileiros livres de aftosa

Com o reconhecimento, exportadores como SP e Paraná poderão voltar a embarcar carne para a UE

Alexandre Inacio, da Agência Estado,

26 de maio de 2008 | 15h38

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse nesta segunda-feira, 26, em São Paulo, que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reconheceu o status de área livre de febre aftosa com vacinação para dez Estados brasileiros e mais o Distrito Federal. São eles: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins.   A decisão foi comunicada ao ministro pela delegação do Ministério que está em Paris, sede da organização, segundo a assessoria de imprensa da pasta. O anúncio oficial é aguardado para esta terça-feira (27), em Paris, durante a 76ª Sessão Geral plenária da OIE.   Segundo Stephanes, o Mato Grosso do Sul ainda não foi reconhecido pela entidade como área livre da doença pois faltaram informações adicionais do ponto de vista técnico. "Essas informações serão entregues à OIE e, dentro de 60 dias, o status como área livre deve ser reconhecido pela entidade internacional também para o Mato Grosso do Sul", disse Stephanes.   Com o reconhecimento da OIE, importantes Estados exportadores de carne como São Paulo e Paraná poderão voltar a embarcar carnes para países que pagam mais pelo produto, como o Chile e os da União Européia. O ministro descartou, no entanto, que a mudança no status possa incrementar a receita com exportações no curto prazo, já que existe uma baixa oferta de animais para abate no mercado interno brasileiro.   Vacinação   Na semana em que São Paulo recupera o status de zona livre de aftosa com vacinação, termina o prazo para que o produtor do Estado imunize, obrigatoriamente, o rebanho contra a doença na primeira fase da campanha em 2008. São Paulo está há 12 anos sem registro da doença.   O pecuarista tem até sábado, 31, para vacinar bovinos e bubalinos. A segunda etapa ocorre em novembro. O criador tem até o dia 9 de junho para comunicar a vacinação do seu rebanho junto à unidade de defesa agropecuária do seu município ou na regional mais próxima da sua propriedade, de posse das notas fiscais comprovando a compra da vacina e a relação do gado vacinado.   Caso não o faça dentro do período, o pecuarista está sujeito a multas que de três Unidades Fiscais de São Paulo (Ufesps), ou R$ 44,64 por cabeça pela não-comunicação no prazo, e ainda de cinco Ufesps, ou R$ 74,40 por cabeça, pela não-vacinação. Depois disso, a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), órgão da Secretaria de Agricultura responsável pela sanidade animal e vegetal no Estado, acompanhará junto ao criador a imunização de 100% do rebanho.   A mesma regra vale para a imunização contra a raiva dos herbívoros, que inclui os rebanhos bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e eqüinos. Nesse caso, o procedimento é o mesmo para os criadores das regiões de Mogi das Cruzes, Guaratinguetá e Pindamonhangaba, onde a imunização ainda é obrigatória. Na última campanha de vacinação contra aftosa, em novembro de 2007, foi alcançado 99,18% de um rebanho total de 11,92 milhões de cabeças.   (com Gustavo Porto, da Agência Estado)

Tudo o que sabemos sobre:
Febre AftosaDefesa Sanitária

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.