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OIT alerta para crise de emprego sem precedentes

O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Juan Somavia, alertou nesta quarta-feira para "uma crise de emprego sem precedentes" devido à piora das condições de trabalho. Durante um debate sobre a criação de emprego nas reuniões do Fórum Econômico Mundial (FEM), Somavia convocou os líderes empresariais e governamentais presentes no Fórum a tomarem medidas urgentes para enfrentar a situação.O responsável pela agência da Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que a crise global do emprego gera uma preocupação crescente por seu impacto nos mercados e ameaça a credibilidade das democracias no mundo. Considerou ainda que colocar a criação de trabalho, o emprego global, o desenvolvimento de novas formas de capacitação e a mobilidade profissional na agenda do FEM é um grande passo para conscientizar os líderes mundiais sobre a urgência do problema. "A crise não vai passar despercebida nem nas ruas dos países ricos nem nas dos pobres", afirmou.CrescimentoO diretor da OIT acrescentou que, apesar do forte crescimento econômico, de 4,3% em 2005, a economia mundial não responde adequadamente à criação de novos empregos para aqueles que entram no mercado de trabalho. "Seria necessário criar cerca de 40 milhões de empregos a cada ano na próxima década só para satisfazer a demanda do número crescente de trabalhadores que procuram emprego", informou.TrabalhadoresAtualmente, a metade dos trabalhadores do mundo (quase 1,4 bilhão de trabalhadores pobres) vive com menos de US$ 2. São pessoas que trabalham na informalidade, que vai desde explorações agrícolas à pesca, passando pela agricultura e a venda ambulante nas ruas das cidades, sem impostos, previdência social ou assistência social.A OIT lembrou que o desemprego está em seu maior nível e segue crescendo. O problema atinge hoje cerca de 192 milhões de pessoas no mundo (6% da força de trabalho). Destes desempregados, a OIT calcula que 86 milhões, quase a metade, são jovens entre 15 e 24 anos.Desemprego globalA Organização Mundial do Trabalho (OMT) divulgou na última terça-feira que o número de desempregados no mundo cresceu para um patamar recorde de 191,8 milhões, no final de 2005. Os dados mostram que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) mundial de 4,5% não foi capaz de impedir o aumento do desemprego globalmente.

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