OIT: desemprego na AL deve continuar a cair em 2008

O desemprego na América Latina e no Caribe caiu pelo quinto ano consecutivo em 2007 e deve manter essa tendência neste ano, avalia o escritório regional da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em relatório divulgado hoje. De acordo com o "Panorama Laboral" da OIT, nos três primeiros trimestres de 2007, o desemprego urbano na região ficou em 8,5%, inferior aos 9,1% registrados no mesmo período de 2006. Em 2002, o desemprego ficou em 11,4% nos 15 países da região pesquisados pela OIT.Apesar do otimismo, a entidade admite que a volatilidade da economia e uma eventual recessão nos Estados Unidos poderão afetar as previsões para o crescimento econômico da região e, conseqüentemente, do desemprego. Caso sejam cumpridas as projeções de crescimento da economia para a região, estimadas em 4,7% neste ano, a taxa de desemprego urbano ficaria em 7,9%.A queda do desemprego nos últimos cinco anos é considerada uma evolução positiva, de acordo com o diretor da OIT na América Latina e Caribe, Jean Manitat. "A taxa de desemprego baixou 3 pontos porcentuais em uma década, e isso permite contar com um piso mais sólido para enfrentar a pendência da região, que é melhorar também a qualidade dos empregos", disse ele, em comunicado à imprensa.Os salários reais registraram crescimento em 2007 na região, diz o relatório, mas ainda há a necessidade de políticas e ações concretas para a melhoria da qualidade do emprego. "O crescimento, embora seja essencial, ainda é insuficiente", informa o relatório, que afirma haver um "déficit de trabalho decente" na região, tendo em vista a persistência do emprego informal, que atinge 61,5% dos trabalhadores urbanos, taxa 0,8 ponto porcentual inferior que a de 2005. Outros 39,2% dos trabalhadores da região não possuem seguro de saúde ou previdência, informa a OIT.A OIT aponta também que a taxa de desocupação das mulheres ainda é 1,6 vez maior que a dos homens, e que o desemprego entre os jovens é 2,2 vezes maior que a média total e quase o triplo da média dos adultos. Se retirados os resultados da Argentina, o salário industrial na região cresceu 2,1%, menos que a produtividade do setor, que aumentou 2,7%.Cerca de 10 milhões de assalariados na América Latina e Caribe, ou 11,3% do total, tiveram rendimentos inferiores ao salário mínimo. O setor de serviços continua sendo o principal gerador de empregos, com 44,1% do total, seguido pelo comércio, com 25,6%.

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