Oito balanços de empresas informam que não há derivativos

Celesc, Copel, Souza Cruz, Redecard, Sabesp, TAM, Cyrela e Rossi Residencial não apostaram na alta do real

Cesar Bianconi, da Agência Estado,

27 de outubro de 2008 | 18h33

Entre as empresas não-financeiras do Ibovespa, oito delas divulgaram não mantinham contratos com derivativos de câmbio ao final do primeiro semestre, enquanto outras três não foram claras sobre o uso desses instrumentos financeiros. No setor elétrico, as estatais Celesc (Santa Catarina) e Copel (Paraná) colocaram essa informação nas notas explicativas de seus balanços financeiros mais recentes publicados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). No mesmo time estão Souza Cruz, Redecard, Sabesp e TAM, além das construtoras Cyrela e Rossi Residencial. Veja também:Maioria das empresas da Bolsa apostou na alta do realMaior perda com câmbio no 3º trimestre é da AracruzLições de 29A crise de 29 na memória de José MindlinConsultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise  No caso da Copel, a companhia informa que não celebrou contratos de derivativos para fazer swap contra o risco de moeda estrangeira em seu balanço, com efeito sobre sua dívida, mas que monitora as taxas cambiais "com o objetivo de avaliar a eventual necessidade de contratação de derivativos para se proteger". Já a fabricante de cigarros Souza Cruz destaca que parcela significativa de suas operações é realizada no mercado internacional e, por isso, sua estrutura patrimonial está exposta às oscilações de câmbio. "Para reduzir esse risco, além do monitoramento permanente do mercado de câmbio pela sua administração e do hedge natural oriundo de suas exportações, a companhia contrata, quando julga necessário, derivativos financeiros para compensar esses eventuais impactos. Não há operações de derivativos financeiros em aberto em 30 de junho e em 31 de março de 2008", conforme a Souza Cruz. A companhia aérea TAM, por sua vez, informa ter risco de taxas de câmbio em suas contas indexadas à moeda estrangeira, que é mitigado pelo fato de a empresa ter receitas também em moeda estrangeira. "Em 30 de junho de 2008, não havia, por decisão do Comitê de Risco, nenhuma posição aberta em operações de moeda estrangeira", de acordo com a TAM. Gerdau, Duratex e Companhia de Transmissão Paulista (Cteep) não deixam claro em suas notas explicativas dos balanços do segundo trimestre se possuem ou não instrumentos financeiros derivativos.

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